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Brasil

Carne deve ficar mais barata no meio de fevereiro, diz setor

Por CNN Brasil. 05/02/2025 17:39
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O preço da carne pode cair a partir da metade de fevereiro, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa. Ele explica que os valores pagos atualmente refletem a cotação do boi de dezembro, quando os preços no mercado estavam mais altos.

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Em janeiro, a cotação do arroba, unidade que equivale a 15 quilos de boi gordo, caiu entre 8% e 10%, redução que deve chegar ao consumidor nas próximas semanas.

“A carne que estamos comendo hoje está mais cara porque é a de dezembro, quando os valores no mercado estavam mais altos. Até o meio de fevereiro já deve dar uma diminuída. Já estamos sentindo isso nos frigoríficos comparado com dezembro”, afirmou à CNN.

Em dezembro, o arroba do boi foi negociado a R$ 350. Já em janeiro, os valores variaram entre R$ 330 e R$ 320.

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O preço das carnes é um fator de séria preocupação para o governo, pois o barateamento do item é promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e impacta diretamente na popularidade do governo.

Em 2024, os alimentos de um modo geral geraram uma pressão inflacionária de 4,83% e o grupo Alimentação e Bebidas registrou aumento de 7,69%, com destaque para carne, café e leite.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do Brasil, apontou um aumento de 1,93% nos preços das carnes em janeiro.

Em entrevista para rádios mineiras nesta quarta-feira (5), Lula afirmou que quer se reunir com as indústrias da carne para discutir o que pode ser feito com relação aos preços.

“Tenho uma reunião essa semana com o pessoal da carne, com o Ministério da Agricultura para que a gente encontre uma solução para fazer com que esse alimento chegue na mesa do trabalhador compatível com o poder aquisitivo do trabalhador”, disse.

Apesar da sinalização do presidente, Perosa afirmou que ainda não recebeu convite para a reunião. No entanto, disse que conversou com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre questões do setor.

O presidente da Abiec destacou que a indústria não tem propostas concretas neste momento para conter os preços porque as variações são conjunturais.

“Tem a questão do clima que no ano passado influenciou bastante, a alta do dólar, o crescimento da massa salarial. Não são coisas que dependem da indústria, são coisas conjunturais”, frisou.

Mesmo assim, ele defendeu apoio à intensificação da produção e a ampliação do programa de recuperação de pastagens degradadas. “Um plano safra robusto nesse sentido é bom. No resto, o setor está redondo, operando num momento muito bom”, afirmou.

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