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Acre lidera taxas de analfabetismo no país e está em 18º lugar entre as 27 unidades da federação

Por Tião Maia, do ContilNet. 05/03/2025 10:45 Atualizado em 05/03/2025 11:20
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Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na plataforma IBGE Digital, através das mídias sociais da instituição no YouTube, Instagram e Facebook, mostram que o Acre detém a maior taxa de analfabetismo da região Norte, com 8,5%, e está também entre as taxas mais negativas do país sobre o tema, em 18º lugar entre as 27 unidades da Federação. Os dados foram revelados pelo censo de 2022 e também podem ser acessados no SIDRA, sigla do sistema do IBGE que permite consultar informações de todos os indicadores econômicos conjunturais, como os de trabalho e rendimento, inflação, indústria, comércio, serviços, agropecuária e o PIB, e suas séries históricas.

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A taxa de analfabetismo no estado do Acre é de 12,1%, quase o dobro do percentual no Brasil, que é de 7% da população com 15 anos ou mais. No total, em todo o país, eram 9,6 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever, sendo que 55,3% delas viviam no Nordeste e 54,2% tinham 60 anos ou mais. No entanto, a taxa de analfabetismo caiu de 9,6% para 7,0% em 12 anos, mas desigualdades persistem, principalmente em regiões como o Acre.

Dados foram revelados pelo IBGE com base no censo educacional de 2022/Foto: Alma Preta

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De acordo com os números, em 2022, havia, no país, 163 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade, das quais 151,5 milhões sabiam ler e escrever um bilhete simples e 11,4 milhões não sabiam. Ou seja, a taxa de alfabetização foi de 93,0% em 2022 e a taxa de analfabetismo foi de 7,0% deste contingente populacional. No Censo 2010, as taxas de alfabetização e analfabetismo eram de 90,4% e 9,6%. Os grupos de idade de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos tinham as menores taxas de analfabetismo (1,5%) e o de 65 anos ou mais permaneceu com a maior taxa (20,3%). Porém, o grupo de idosos teve a maior queda em duas décadas, passando de 38,0% em 2000 para 29,4% em 2010 e 20,3% em 2022, uma redução de 17,7 p.p. (queda de -46,7%).

As taxas de analfabetismo de pretos (10,1%) e pardos (8,8%) são mais do que o dobro da taxa dos brancos (4,3%). Para a cor ou raça indígena (16,1%), é quase quatro vezes maior. A distância entre a população branca e as populações preta, parda e indígena era maior em 2010 (8,5; 7; e 17,4 p.p), caindo para 5,8; 4,5; e 11,7 p.p. em 2022. A vantagem da população branca ocorre em todos os grupos etários.

Os 1.366 municípios entre 10.001 e 20.000 habitantes apresentaram a maior taxa média de analfabetismo (13,6%), mais de quatro vezes a taxa dos 41 municípios acima de 500.000 habitantes (3,2%). Apesar do aumento de 80,9% em 2010 para 85,8% em 2022, a taxa de alfabetização da região Nordeste permaneceu a mais baixa. Sul e Sudeste têm taxas de alfabetização acima de 96%.

Por unidade da federação, as maiores taxas de alfabetização foram registradas em Santa Catarina (97,3%) e no Distrito Federal (97,2%), e as menores, em Alagoas (82,3%) e no Piauí (82,8%). A taxa de alfabetização das pessoas indígenas, incluindo as que se consideram indígenas pelo critério de pertencimento, foi de 85,0% em 2022, com alta em todas as grandes regiões e faixas etárias.

As pessoas de cor ou raça branca e amarela com 15 anos ou mais de idade tiveram as menores taxas de analfabetismo, 4,3% e 2,5%, respectivamente. Já as pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena do mesmo grupo etário tiveram taxas de 10,1%, 8,8% e 16,1%, respectivamente. As taxas de analfabetismo de pretos e pardos são mais que o dobro das dos brancos, e a de indígenas é quase quatro vezes maior. No entanto, de 2010 para 2022, a diferença entre brancos e pretos caiu de 8,5 para 5,8 p.p e a vantagem também ficou menor em relação a pardos (de 7,1 p.p. para 4,3 p.p.) e indígenas (de 17,4 p.p. para 11,7 p.p).

A queda na taxa de analfabetismo ocorreu em todas as faixas etárias. Em 2022, o grupo mais jovem, de 15 a 19 anos, atingiu a menor taxa de analfabetismo (1,5%) e o grupo de 65 anos ou mais permaneceu com a maior taxa de analfabetismo (20,3%), mas teve a maior queda em três décadas, passando de 38,0% em 2000 para 29,4% em 2010 e 20,3% em 2022, uma redução de 17,7 p.p. desde 2000 (queda de 46,7%).

Analisando-se as taxas por idade e cor ou raça, o analfabetismo para pretos e pardos atingiu valores acima de 2% a partir da faixa etária de 25 a 34 anos, enquanto para brancos isso ocorreu a partir de 35 a 44 anos. A diferença entre brancos e pretos atinge seu valor máximo para o grupo de 65 anos ou mais (20,9 p.p.).

Em 2022, o percentual de mulheres que sabiam ler e escrever era de 93,5%, ante 92,5% dos homens. A vantagem é verificada em todos os grupos etários, exceto entre os de 65 anos ou mais, com 79,9% para homens e 79,6% para as mulheres. A maior diferença foi no grupo de 45 a 54 anos, com 2,7 p.p a mais para as mulheres.

Taxa de analfabetismo em pequenos municípios é quatro vezes maior do que a de cidades acima de 500 mil habitantes. A taxa de analfabetismo foi abaixo da média nacional somente nos municípios acima de 100.000 habitantes. Os 1.366 municípios com população entre 10.001 e 20.000 habitantes apresentaram a maior taxa média de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais (13,6%). Essa taxa é mais de quatro vezes maior do que aquela calculada para os 41 municípios cuja população era acima de 500.000 habitantes (3,2%).

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