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Documentário gravado em aldeias Huni Kui no Acre é selecionado para festival internacional

Por Redação Juruá em Tempo.5 de maio de 20252 Minutos de Leitura
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O curta-metragem Huni Kuï, povo verdadeiro, dirigido por Gabriel Sager Rodrigues, está entre os selecionados para o Festival de Cinema Brasileiro de Paris 2024, um dos eventos mais importantes para o audiovisual nacional na Europa. Com 20 minutos de duração, o documentário mergulha na cultura e no dia a dia dos Huni Kuï, povo indígena que vive na Terra Indígena do Rio Humaitá, no Acre.

Filmado em 2024, o curta apresenta uma perspectiva sensível e autêntica sobre a forma como os Huni Kuï interagem com a natureza, os animais e as entidades espirituais. A obra destaca seus rituais e práticas de medicina tradicionais, além da relação sustentável que mantêm com o meio ambiente. O acesso às aldeias onde foi gravado é desafiador, podendo levar dias de viagem de barco, o que reforça a imersão profunda realizada pela equipe.

A exibição do filme em Paris ocorreu nesta segunda-feira (5),  ao lado de 35 produções, incluindo Ainda Estou Aqui, Vitória e O Auto da Compadecida 2. Para Gabriel Rodrigues, estar no festival ao lado de grandes obras do cinema brasileiro é um reconhecimento do trabalho desenvolvido. A equipe do projeto também conta com Tatiana Sager, Renato Dornelles e Carlos Hammes, que possuem histórico na criação de documentários premiados.

“Estar em um festival que exibe grandes obras brasileiras, inclusive o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, é uma honra e também um reconhecimento do trabalho que estamos realizando”, comentou o diretor Gabriel Sager Rodrigues.

A montagem do filme foi feita por Luca Alverdi, Gabriel Sager Rodrigues e Tula Anagnostopoulos, enquanto a trilha sonora ficou sob responsabilidade de Lila Borges. O som foi produzido por Wendel Fey e Luis Alberto Muniz. A produção envolveu diversas coletivas e produtoras, como Panda Filmes, Falange Produções e Aldeia Mati Txana Mukaya.

Para a diretora Tatiana Sager, levar essa cultura a um festival internacional é fundamental para ampliar o debate sobre os povos originários e sua representatividade no cinema.

Por: Nicolle Araújo, dO Juruá em Tempo.
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