O ataque armado que matou duas inspetoras no Instituto São José, em Rio Branco, no último dia 5 de maio, deixou marcas profundas na comunidade escolar acreana, e também colocou as forças de segurança em alerta permanente diante de novos episódios envolvendo ameaças e situações suspeitas em escolas do estado.
Menos de um mês após a tragédia, pelo menos quatro ocorrências ligadas a possíveis ameaças em unidades de ensino foram registradas no Acre, segundo levantamento feito pelo portal A GAZETA.
O atentado no Instituto São José foi feito por um adolescente de 13 anos e terminou com a morte das inspetoras Alzenir Pereira, de 53 anos, e Raquel Sales, de 36. Outras duas pessoas, uma funcionária da escola e uma estudante de 11 anos, ficaram feridas.
Desde então, novos episódios envolvendo estudantes e ameaças em ambientes escolares passaram a mobilizar policiais, gestores e famílias em diferentes cidades acreanas.
Ameaça contra professora
O primeiro caso após o atentado ocorreu no dia 15 de maio, quando um estudante de 13 anos foi apreendido após ameaçar uma professora de morte em uma escola pública.
Segundo informações da ocorrência, o adolescente também teria mencionado um possível ataque com bombas dentro da unidade escolar.
O aluno negou intenção de atacar a escola, mas confessou ter ameaçado a profissional.
Aluno com simulacros
Três dias depois, em 18 de maio, uma criança de 11 anos foi flagrada portando simulacros de armas feitos de papelão na Escola Dr. Mário de Oliveira.
Segundo relatos, o estudante teria afirmado que iria “matar todo mundo”. O caso gerou preocupação entre pais, professores e alunos.
Denúncia falsa mobilizou PM
Já nesta terça-feira, 26, uma denúncia sobre um possível ataque armado na Escola Estadual Paulo Freire, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco, levou equipes da Polícia Militar à unidade.
Após buscas e averiguações, os policiais descobriram que a denúncia era falsa. O adolescente de 15 anos envolvido na ocorrência confessou ter inventado a história.
Segundo a PM, o jovem seria conhecido pelas forças de segurança e teria suposta ligação com a facção criminosa Bonde dos Treze, utilizando o apelido de “Feiticeiro”.
Ainda conforme os policiais, o adolescente publica imagens exibindo armas de fogo em redes sociais.
Ele foi apreendido por ato infracional análogo à falsa comunicação de crime.
Frase de ameaça fecha escola em Cruzeiro do Sul
O caso mais recente ocorreu nesta quarta-feira, 27, em Cruzeiro do Sul. As aulas da Escola Estadual Cristão Cruzeiro foram suspensas preventivamente após a frase “Vou matar todo mundo dia 27 do 5” ser encontrada escrita em uma carteira da unidade.
A direção acionou a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Educação (SEE), que optou pela suspensão das aulas para reforço das medidas de segurança e alinhamento com as forças policiais.
O episódio gerou apreensão entre pais, alunos e servidores da escola.

