Início / Versão completa
Brasil

AM terá prejuízos de R$ 1,1 bilhão com tarifaço dos EUA, aponta CNI

Por Assessoria. 30/07/2025 14:33
Publicidade

Manaus – O Amazonas deve sofrer perdas de R$ 1,1 bilhão com o impacto do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta-feira (1º) e representar uma queda de 0,67% do seu Produto Interno Bruto (PIB), ou as riquezas geradas na economia. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apontam que 10,3% das exportações são para os Estados Unidos.

Publicidade

O Amazonas responderá pelo sexto maior prejuízo com a nova barreira unilateral imposta pelos EUA. De acordo com a entidade, entre os setores mais afetados estão os produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM), que responderam por 96,1% das vendas aos EUA no ano passado, com destaque para equipamentos de transporte, como motocicletas e ciclomotores (US$ 28 mi, 28%); coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (US$ 25 mi, 25,1%) e máquinas e equipamentos (US$ 24,4 mi, 24,4%).

O estudo da CNI com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC apontam que a sobretaxa nas importações deve provocar impactos econômicos relevantes e desiguais entre os Estados, com perdas superiores a R$ 19 bilhões.

Estados como o Ceará e o Espírito Santo têm alta dependência do mercado americano, representando quase metade das exportações cearenses e um terço das capixabas. Em outros 11 Estados, como o Amazonas, os EUA têm participação entre 10 e 20% nas vendas externas. No ano passado, os Estados Unidos representaram 44,9% das exportações do Ceará, seguido pelo Espírito Santo (28,6%), Paraíba (21,6%), São Paulo (19,0%) e Sergipe (17,1%). A indústria responde pela maior parte das vendas. A forte presença americana na pauta dá a dimensão da importância e dependência de mercados como os EUA para o comércio exterior regional.

Publicidade

“A imposição do expressivo e injustificável aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estratégicos e comprometendo a competitividade das exportações brasileiras. Há estados em que o mercado americano é destino de quase metade das exportações. Os impactos são muito preocupantes”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.