Início / Versão completa
Política

Congresso retoma análise de aumento no salário de militares; impacto passa de R$ 8 bi

Por Estadão. 04/07/2025 16:13
Publicidade

A medida provisória que prevê aumento nos salários dos militares das Forças Armadas será votada pela comissão mista do Congresso Nacional em reunião marcada para a próxima terça-feira, 8.

Publicidade

O grupo é formado por integrantes do Senado e da Câmara e a proposta é de autoria do deputado federal e general de divisão do Exército, Eduardo Pazuello (PL-RJ), que foi ministro da Saúde de Jair Bolsonaro (PL) durante o período mais grave da pandemia de covid-19 no país.

Impacto do aumento

O relatório de Pazuello prevê que o reajuste seja feito em duas etapas: 4,5% em abril de 2025 e mais 4,5% em janeiro de 2026. A estimativa é de um impacto orçamentário de R$ 3 bilhões no primeiro ano e R$ 5,3 bilhões no segundo para o governo federal, números que surgem dias após o Congresso vetar um aumento de impostos proposto pelo presidente Lula (PT) e pedir responsabilidade com as contas públicas.

A MP reajusta os soldos, que são os salários-base pagos aos integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A justificativa é “melhorar a atratividade da carreira e incentivar a permanência de profissionais qualificados”, conforme a descrição do texto

Publicidade

A comissão mista é presidida pelo senador e militar Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e tem como vice o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP). A proposta altera a Lei 13.954/2019 e recebeu 23 emendas de parlamentares.

A primeira emenda, apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB), propõe incluir na MP a isenção do pagamento do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, além da dispensa da apresentação da Declaração de Ajuste Anual, para os policiais militares e bombeiros militares.

A justificativa para a inclusão da emenda na MP, segundo o senador Efraim Filho, é que “é justo o reajuste proposto para os militares das Forças Armadas, mas é necessário estender os ganhos ao restante dos militares brasileiros. Os policiais e bombeiros militares não são alcançados pelo texto original”, disse o documento.

A Medida Provisória foi editada em 28 de março e teve sua vigência prorrogada em 27 de maio pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que estendeu o prazo para análise pelo Congresso por mais 60 dias. A expectativa é de que, após a votação na comissão, o texto siga para apreciação em plenário na Câmara dos Deputados e no Senado. Caso não seja aprovada até o prazo final, o texto perde validade.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.