Início / Versão completa
internacionais

Lula defende moedas locais e acordo Mercosul-UE na cúpula de Buenos Aires

Por redação. 03/07/2025 14:02
Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 3, a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, durante discurso na 66ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco sul-americano, realizada em Buenos Aires, na Argentina.

Publicidade

O petista também defendeu que os países do Mercosul usem suas moedas locais nas transações comerciais dentro do bloco para reduzir custos, e afirmou que o grupo deve olhar para a Ásia após realizar acordos comerciais com a Europa.

“Estou confiante de que até o fim deste ano assinaremos os acordos com a UE e com a Efta [Associação Europeia de Livre Comércio, que inclui Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça], criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”, afirmou Lula, que assume a presidência pro tempore do bloco pelos próximos seis meses.

As negociações com a União Europeia foram concluídas em dezembro passado, e o texto está em fase de revisão legal e tradução antes da assinatura pelas partes, embora ainda encontre resistência em países da UE, sobretudo a França.

Publicidade

Em seu discurso na Argentina, Lula também pediu que o Mercosul avance nas tratativas para acordos comerciais com o Canadá e os Emirados Árabes Unidos e defendeu que o bloco volte o olhar para a Ásia, “centro dinâmico da economia mundial”.

“Nossa participação nas cadeias globais de valor se beneficiará de maior aproximação com Japão, China, Coreia, Índia, Vietnã e Indonésia”, declarou Lula, acrescentando que a conclusão da Rota Bioceânica, que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, “reduzirá em até duas semanas” o tempo de viagem até o continente asiático.

Em seu discurso, Lula também disse que o beneficiamento de minerais críticos extraídos do solo de países do grupo deve ocorrer localmente, com transferência de tecnologia e geração de emprego e renda na região.

O presidente afirmou ainda que a instalação de centros de processamento de dados dentro dos países do Mercosul é uma questão de “soberania digital”.

“A corrida por lítio, terras raras, grafita e cobre já começou… É fundamental garantir que as etapas de beneficiamento ocorram em nossos territórios, com transferência de tecnologia e geração de emprego e renda”, defendeu.

“Novas tecnologias estão concentradas nas mãos de um pequeno número de pessoas e de empresas, sediadas em um número ainda menor de países… Trazer centros de dados para a região é uma questão de soberania digital. Esse esforço deve ser acompanhado do desenvolvimento local de capacidades computacionais, do respeito à proteção de dados e de investimentos para suprir demandas adicionais de energia.”

*Com informações da Reuters e da Ansa

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.