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“Passíveis de Regularização” somam mais de 70% da Resex Chico Mendes

Por Redação Juruá em Tempo.14 de julho de 20252 Minutos de Leitura
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A Equipe de Gestão Socioambiental da Reserva Extrativista Chico Mendes teve que fazer uma mudança de método no trabalho de identificação dos moradores no cadastro de beneficiários. Diante do grande número de pessoas que estão em situação classificada como “irregular”, os gestores tiveram que criar a categoria “passível de regularização”.

“Ou fazia isso, ou seria o caos”, afirma um servidor que compõe a equipe. O grupo está fazendo um minucioso trabalho de cadastramento de beneficiários de toda a resex. E para fazer isso, é preciso fazer uma análise do perfil do morador. Foi nessa abordagem que os técnicos perceberam que a maior parte dos moradores estava classificada como “irregular”.

Teoricamente, teriam que sair. O número foi tão alto que exigiu uma análise interinstitucional. Outras instituições foram chamadas para observar o cenário e apontar uma alternativa. Um dos órgãos que contribuiu, por exemplo, foi o Ministério Público Federal. Foi aí que se chegou a uma nova classificação: o morador “passível de regularização”. 

São pessoas que estão irregulares, mas que podem, fazendo os ajustes e buscando resolver a situação formalmente, podem ficar “regulares”.

O trabalho é feito nos 105 Núcleos de Base espalhados em pontos estratégicos da reserva. Para efeito de comparação, funciona como se fossem filiais de uma associação de moradores.

Esse trabalho é importante. E os moradores precisam valorizar e não negligenciar as orientações que são repassadas pelos técnicos. Não atentar para o que é falado pela equipe pode gerar um ato administrativo, um processo que pode resultar, em última instância, em expulsão do lugar. E ninguém quer isso.

A orientação é participar das reuniões agendadas na comunidade, atentar para o que é informado pelos técnicos e seguir as orientações.   

Por: AC24horas.
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