Início / Versão completa
internacionais

Mais de 2 bilhões de pessoas estão sem acesso seguro à água potável

Por Agência de Notícias de Portugal. 26/08/2025 06:33
Publicidade

Mais de 2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável em condições de segurança, alertou nesta terça-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório que expressa preocupação com o progresso insuficiente na cobertura universal do fornecimento de água.

Publicidade

As agências de saúde e da infância da ONU estimam que uma em cada quatro pessoas em todo o mundo não teve acesso à água potável de forma segura no ano passado e que mais de 100 milhões ainda dependem de água de superfície, como de rios, lagoas e canais.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmam que o atraso na melhoria dos serviços de água, saneamento e higiene põe milhares de pessoas em risco de contrair doenças.

Em estudo conjunto, as duas agências da ONU consideram ainda que a meta do acesso universal até 2030 está longe de ser atingida. Pelo contrário, está se tornando “cada vez mais inalcançável”.

Publicidade

“A água, o saneamento e a higiene não são privilégios: são direitos humanos fundamentais. Devemos acelerar as nossas ações, especialmente para as comunidades mais marginalizadas”, afirmou Rüdiger Krech, responsável pelas áreas do ambiente e alterações climáticas da OMS.

Os autores do relatório examinaram cinco níveis de serviços de abastecimento de água potável.

O nível mais elevado é o de “gestão segura”, que corresponde a uma situação em que o acesso à água potável no local está disponível e livre de contaminação fecal ou química.

Os quatro níveis seguintes são “básico” [acesso à água tratada em menos de 30 minutos], “limitado” [com água tratada, mas exigindo uma espera maior], “sem água tratada” [de poço ou nascente desprotegidos] e “água de superfície”.

Das 2,1 bilhões de pessoas que ainda não tinham acesso a serviços de água potável em segurança, 106 milhões utilizavam água de superfície, que corresponde a uma redução de 61 milhões de pessoas numa década.

O número de países que eliminaram o uso de água de superfície para consumo aumentou de 142 para 154, detalhou o relatório. Em 2024, apenas 89 países tinham serviço básico de abastecimento de água potável, dos quais 31 tinham acesso universal a esses serviços geridos de forma segura. Os 28 países onde uma em cada quatro pessoas ainda não tinha acesso a serviços básicos concentravam-se sobretudo na África.

Em relação ao saneamento, 1,2 bilhão de pessoas têm agora acesso a serviços geridos em segurança desde 2015, com a cobertura aumentando de 48% para 58%.

Esses serviços são definidos como instalações melhores que não são partilhadas com outras famílias e onde os excrementos são descartados no local ou transportados para tratamento externo.

O número de pessoas que defecam a céu aberto caiu de 429 milhões para 354 milhões, ou 4% da população mundial. Desde 2015, 1,6 bilhão de pessoas obtiveram acesso a serviços básicos de higiene [com um dispositivo que permite lavar as mãos com água e sabão]. Esse conforto beneficia agora 80% da população mundial, em comparação com 66% há dez anos.

“Quando as crianças não têm acesso à água potável, saneamento e higiene, a sua saúde, educação e futuro ficam ameaçados”, afirma Cecilia Scharp, diretora do programa Wash (água potável, saneamento básico e higiene) do Unicef.

Segundo Scharp, “essas desigualdades são particularmente gritantes para as jovens, que muitas vezes carregam o fardo de ir buscar água e enfrentam problemas adicionais durante sua menstruação”.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.