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COTIDIANO

‘Se for homossexual, nem precisa mandar contato’: dona de clínica é investigada por áudio com declarações homofóbicas

Por Redação 16/08/2025 14:39
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A empresária Rosangela Silva Pinto está sendo investigada pela Polícia Civil (PC-PR) suspeita de homofobia. A denúncia feita contra ela traz áudios que, segundo a vítima, foram enviados enquanto a empresária tentava recrutar funcionários para uma clínica geriátrica que será inaugurada na cidade de Marialva, no norte do Paraná. Nas mensagens, a mulher diz não contratar e nem considerar indicações de profissionais que sejam homossexuais.

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Dois áudios atribuídos à empresária foram entregues à polícia depois que uma enfermeira, que é lésbica, registrou boletim de ocorrência pelo crime de injúria, na terça-feira (12). A denunciante foi ouvida no inquérito que apura o caso.

O g1 procurou a empresária, que disse que não ter nada a declarar. De acordo com o delegado Aldair Oliveira, a suspeita foi chamada à delegacia nesta sexta-feira (15) para ser ouvida, mas apresentou um atestado médico e não compareceu. O depoimento foi remarcado para a segunda-feira (18).

Conforme a denúncia, a primeira gravação foi encaminhada por Rosangela à vítima. A segunda foi enviada para a pessoa que a indicou para o serviço.

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Na mensagem enviada à vítima, são pedidas indicações de outras pessoas para preencher a vaga, mas é feita uma ressalva: “Se você quiser me indicar técnicos de enfermagem homens, que não ‘seje’ homossexual. Porque homossexual eu não admito na minha equipe, tá? Então, assim, é somente homens, tá? E lésbica também não, tá? Mulheres e homens profissionais da enfermagem, entende?”.

No segundo áudio, enviado à pessoa que indicou a enfermeira, é afirmado: “O problema é quando [a homossexualidade] sai das quatro paredes para a sociedade. E quer que a gente engula, quer que a gente aceita [sic]”.

A enfermeira relatou no boletim de ocorrência que, antes, estava tudo certo para que ela trabalhasse com Rosangela, mas que na terça-feira (12) ela foi comunicada pela empresária de que não seria contratada e recebeu as mensagens com a justificativa e o pedido de indicações.

De acordo com o delegado Aldair Oliveira, o caso está sendo investigado com base na lei 7.716/89, a Lei, conhecida como “Lei do Racismo”, que no Brasil, até que se crie uma legislação específica, engloba crimes contra a população LGBTQIAPN+.

•G1

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