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Brasil

Um exame oftalmológico anual pode detectar Alzheimer precocemente

Por Notícias ao Minuto 29/08/2025 11:08
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Você sabia que 94% das pessoas com atrofia cortical posterior (ACP) acabam desenvolvendo Alzheimer? Apesar de rara, a relação entre alterações oculares e o declínio cognitivo é cada vez mais evidente e vem chamando a atenção da ciência.

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Pesquisas anteriores já tinham analisado como a saúde vascular da retina pode impactar o funcionamento do cérebro — reforçando a ideia de que os olhos são uma verdadeira janela para compreender melhor o sistema nervoso central.

Agora, um novo estudo publicado na revista Alzheimer’s & Dementia indica que um simples exame oftalmológico de rotina pode ajudar a identificar sinais precoces da doença de Alzheimer antes mesmo dos sintomas típicos. Segundo os cientistas, mudanças no formato e no calibre dos vasos sanguíneos da retina podem servir como um alerta inicial para a condição, já que esse tecido compartilha características fundamentais com o cérebro.

“A retina é essencialmente uma extensão do cérebro, mas muito mais acessível. Podemos observar alterações importantes de forma simples”, explicou Alaina Reagan, neurocientista do Laboratório Jackson (JAX) e coautora do estudo.

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Nos testes realizados em camundongos com mutações genéticas ligadas ao Alzheimer, os pesquisadores encontraram retinas com vasos torcidos, artérias estreitas e inchadas, além de menor ramificação vascular — mudanças detectadas já em animais jovens. Essas anomalias podem refletir problemas mais amplos, como pressão arterial desregulada e risco elevado de declínio cognitivo.

Outro ponto observado foi a diferença entre gêneros: as fêmeas apresentaram saúde ocular mais comprometida, o que dialoga com estatísticas que mostram maior prevalência de Alzheimer entre mulheres.

Os especialistas reforçam que alterações desse tipo, identificadas em exames oftalmológicos de rotina, podem oferecer uma oportunidade valiosa de diagnóstico precoce e prevenção. Como explicou Reagan, “esses sinais podem aparecer até 20 anos antes de os sintomas cognitivos se tornarem perceptíveis para os pacientes e suas famílias”.

O próximo passo da equipe é investigar a relação entre essas alterações e mutações genéticas em humanos, em parceria com médicos especializados no tratamento de demência nos Estados Unidos.

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