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Acre teve setembro com menor número de queimadas em duas décadas, diz Inpe

Por g1. 07/10/2025 11:52
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O Acre registrou 840 focos ativos de queimadas em setembro e chegou à menor marca para o mês desde 2001, última vez que o nono mês havia encerrado abaixo de mil detecções. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

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Este número representa ainda uma redução de 78,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 3.855 focos.

O total setembro manteve a tendência de crescimento nas queimadas pelo quinto mês seguido e ficou 62,5% acima de agosto. Contudo, setembro costuma ser o mês mais crítico em relação às queimadas, o que torna ainda mais importante a queda nos números entre 2024 e este ano. 

Apesar de estar abaixo da média histórica de setembro (3.370 focos) e distante do recorde registrado em 2022, quando o estado teve 6.693 ocorrências, o total de 2025 ainda ficou acima do mínimo já contabilizado, que foi de 212 focos em 1999. Confira o gráfico com a série histórica mais abaixo.

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Os dados fazem parte da comparação feita pelo Inpe com base nos registros de satélite dos últimos 27 anos, ou seja, entre o anos de 1998 a 2025.

O monitoramento aponta uma redução acentuada da atividade de fogo neste ano na capital acreana. A média observada nos primeiros três dias de setembro foi de 12,61 μg/m³, enquadrando a qualidade do ar como boa de acordo com parâmetros internacionais.

Um dos fatores que ajudaram a conter o avanço das queimadas foi o aumento do volume de chuvas em setembro. Segundo a Defesa Civil de Rio Branco, foram registrados 90,8 milímetros de precipitação, o que corresponde a 97,8% do volume esperado para o mês. 

O índice é o quarto maior dos últimos 10 anos e o melhor desta década para a capital acreana. Mesmo com o resultado ligeiramente abaixo do esperado (92,7 mm), as chuvas amenizaram a estiagem severa que vinha sendo registrada desde o início do ano. 

O cenário é bem diferente do observado em setembro de 2024, quando choveu apenas 32,1 mm e a cidade ficou encoberta por fumaça, com a qualidade do ar chegando ao nível perigoso.

À época, nos primeiros dias de setembro de 2024, a qualidade do ar em Rio Branco era considerado “muito insalubre”, com 139,3 µg/m3 de material particulado. A capital chegou a liderar o ranking das cidades brasileiras com piores índices de poluição.

Cenário nacional

Em todo o país, o Inpe registrou quase 76 mil focos de incêndio nos primeiros nove meses de 2025, o que representa queda de 64% em relação ao mesmo período de 2024. 

O total nacional é o menor desde o ano 2000, o que reforça a tendência de redução das queimadas em todo o território brasileiro neste ano.

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