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Acre

‘Confio na Justiça’, diz Gladson Camelí após julgamento no STJ ser marcado

Por g1. 29/10/2025 17:59
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O governador do Acre, Gladson Camelí (PP), se manifestou após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcar a data do julgamento dele em ação penal que investiga fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e formação de organização criminosa.

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Camelí, que começará a ser julgado no dia 19 de novembro, se mostrou tranquilo em relação à chegada da data e disse à imprensa que confia na Justiça. Contudo, ponderou que deseja que não haja “interferência política” na análise do caso.

“Vai ser mais um momento para eu expor a minha defesa perante aos juízes. Como eu já falei, respeito, estou pronto, preparado e só não quero que haja interferência política. Porque como eu disse, eu confio na Justiça, até que me prove o contrário, eu vou continuar confiando. Vai ser o momento de eu apresentar a minha defesa àquela Corte Especial”, declarou.

A data foi divulgada na tarde desa terça-feira (28). A sessão está prevista para iniciar às 14h (horário de Brasília). A investigação, que teve início em 2019, foi conduzida pela Polícia Federal na Operação Ptolomeu.

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Em maio de 2024, a Corte Especial do STJ aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que inclui ainda acusações de corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

O g1 entrou em contato com o governo do Acre, que disse que não irá se manifestar. A reportagem também tentou um posicionamento da defesa de Camelí, mas não obteve retorno até a última atualização deste texto.

As denúncias envolvem a contratação da empresa Murano, com sede em Brasília, para prestar serviços ao governo do estado. A empresa teria subcontratado outra, localizada no Acre, que tem como sócio o irmão de Gladson Cameli, Gledson Cameli.

Segundo a acusação, essa contratação resultou em um esquema de favorecimento financeiro ao governador e a outros envolvidos, causando prejuízos aos cofres públicos. Mesmo se tornando réu, ele foi mantido no cargo.

Em dezembro do ano passado, ele prestou depoimento. Seus advogados de defesa disseram, à época, que iriam apontar falhas no processo. Eles pontuaram ainda sobre HDs apreendidos que, supostamente, não foram periciados, e um relatório de inteligência financeira com informações “inconsistentes”.

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