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Polícia

Dois são condenados e um absolvido por morte ligada ao “Tribunal do Crime”

Por AC24horas. 14/10/2025 09:48
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Os réus Edson de Souza Machado, conhecido como “Béreu”, Jhon Detlevis Monte Ribeiro, o “Porquinha”, e Welison da Silva Chagas, o “Pestana”, foram julgados nesta segunda-feira (14) pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, em Rio Branco, pela morte de Elvisklei Farias Pereira, de 24 anos, encontrado com as mãos e os pés amarrados no Rio Acre, em 13 de setembro de 2023.

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Segundo informações da TV 5, o trio foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) pelos crimes de homicídio qualificado e integração a organização criminosa. De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor Efraim Henrique Mendoza, a vítima foi atraída para uma emboscada por meio de um perfil falso de uma mulher nas redes sociais. Ao chegar ao local do encontro, Elvisklei foi rendido por criminosos e levado até a margem do rio, onde teve a sentença de morte decretada pelo chamado Tribunal do Crime.

Na tarde de 13 de setembro, o corpo foi encontrado amarrado no Rio Acre. As investigações da Delegacia de Homicídios levaram à prisão dos acusados. Durante interrogatório, Jhon Detlevis confessou o crime e afirmou que o mandante foi Jeremias Lima de Souza, executado a tiros em dezembro do ano passado, em frente à 2ª Regional da Polícia Civil. Jhon declarou ainda que tentou evitar o assassinato, mas não conseguiu contrariar a ordem de Jeremias, então apontado como uma das principais lideranças do Bonde dos 13.

Edson de Souza Machado também confessou participação no homicídio. Segundo registros do Iapen, ele, que era monitorado por tornozeleira eletrônica, permaneceu cerca de 25 minutos no local do crime. Já Welison da Silva Chagas, também monitorado eletronicamente, negou envolvimento.

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Consta na denúncia que a execução teria sido motivada por um suposto abuso sexual contra uma menina de 13 anos, sobrinha de Jhon. A irmã do réu teria informado a Jeremias sobre o caso, e não à polícia. Ainda em depoimento, Jhon afirmou que a própria criança negou ter sido abusada.

Ao final do julgamento, Edson Machado foi condenado a 32 anos de prisão, enquanto Jhon Detlevis recebeu pena de 26 anos, ambos em regime fechado. Welison da Silva Chagas foi absolvido das acusações.

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