Início / Versão completa
Destaque 2

Milho ensaia virada para alta e soja enfrenta custos maiores, mas mantém demanda firme

Por AC24agro. 21/10/2025 08:17
Publicidade

O mercado de grãos entrou em outubro com perspectivas distintas para milho e soja, segundo o informativo mensal da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC). O milho apresenta sinais de recuperação nos preços internos, enquanto a soja enfrenta alta nos custos de produção, mas ainda sustentada por forte demanda internacional.

Publicidade

De acordo com análise da Brandalizze Consulting, o milho começa a reagir, impulsionado por vendas antecipadas da safrinha 2025/2026 e pelo aumento das exportações voltadas à bioenergia. Essa retomada é considerada estratégica para fortalecer a renda do produtor e consolidar o cereal como ativo importante para o mercado externo.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou os estoques globais de milho no menor nível em anos, caindo de 316 milhões de toneladas em 2023/24 para 284 milhões em 2024/25, o que tende a sustentar os preços internacionais do grão.

Enquanto isso, o início da colheita de soja nos Estados Unidos tem trazido volatilidade ao mercado, mas também abre espaço para recuperação dos preços, caso se confirmem perdas de produtividade por questões climáticas. O cenário reforça a importância do Brasil como principal fornecedor global de soja.

Publicidade

Apesar da alta nos custos de fertilizantes e insumos, apontada por relatórios da CRU 2025 e Rabobank, a demanda internacional pela oleaginosa segue aquecida, garantindo um “piso” de preços e evitando quedas mais acentuadas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) registrou exportação recorde de 9 milhões de toneladas de soja em agosto, com 86 milhões de toneladas acumuladas em 2025. A China foi o principal destino, absorvendo 84% do total, acima da média histórica de 75%.

Já o milho brasileiro exportou 6,37 milhões de toneladas em setembro, ligeiramente abaixo do mesmo período do ano passado, devido à forte concorrência com o produto norte-americano, que deve atingir safra recorde.

A Comercialização da soja segue lenta no Brasil: apenas 20,5% da safra 2025/26 foi vendida até o momento, contra 29,2% da média histórica, segundo a Reuters. A estratégia de reter o produto visa aproveitar possíveis valorizações futuras, mas aumenta o risco de falta de caixa para produtores menos capitalizados.

O informativo também destacou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manteve medida preventiva favorável à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que questiona a legalidade da Moratória da Soja. O acordo está suspenso até 1º de janeiro de 2026.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.