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Política

Ministros do STF veem pedido de Fux para mudar de turma como “fuga”

Por Bela Megale, dO Globo. 22/10/2025 09:31 Atualizado em 22/10/2025 10:21
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Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) viram o pedido de Luiz Fux para mudar de colegiado como uma “fuga”, devido à falta de clima entre colegas após seu voto na trama golpista pela absolvição de Jair Bolsonaro.

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A leitura é que Fux procura sair do isolamento e se unir a outros ministros que podem ter votos convergentes com os dele, como André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Ambos foram indicados ao STF por Bolsonaro.

A avaliação dos membros da Primeira Turma é que, mesmo tendo seu maior desafeto na Segunda Turma — no caso, o decano Gilmar Mendes — Fux teria feito o cálculo de qual seria o “mal menor”, já que se vê sem ambiente com a maioria dos integrantes do tribunal.

O ofício com o pedido de mudança de colegiado veio à tona na tarde de terça-feira (21), durante o julgamento do núcleo quatro da trama golpista, que envolve os acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional e um ambiente favorável à tentativa de golpe.

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Os ministros da Primeira Turma foram pegos de surpresa com a notícia e não receberam explicações ou justificativas de Fux. Após o julgamento, os magistrados se reuniram em uma sala próxima ao local onde ocorreu a sessão, mas Fux não compareceu. Esse tem sido seu comportamento desde que ficou isolado no voto de 12 horas que proferiu para absolver Bolsonaro, em setembro.

Os magistrados destacam que o problema não foi a divergência do voto de Fux, mas a maneira como ele apresentou sua posição. A leitura dos membros da Primeira Turma é que o colega não proferiu seu voto em um rompante, e sim trabalhou detalhadamente em uma fala que abastece o discurso de Bolsonaro e seus aliados nos ataques ao STF e aos seus ministros.

Os integrantes da corte também apontam outras ações de Fux que têm piorado sua relação com a maioria dos colegas, como o pedido de vista que paralisou o julgamento que acusa Sergio Moro de calúnia contra Gilmar Mendes, mesmo com maioria formada para manter o senador como réu.

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