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Golpista russo que desviou R$ 2,6 bilhões em criptomoedas é morto e esquartejado com a mulher em Dubai

Por O Globo. 14/11/2025 06:39 Atualizado em 14/11/2025 06:50
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O empresário russo Roman Novak, acusado de aplicar um golpe bilionário em criptomoedas, e sua esposa, Anna Novak, foram assassinados e esquartejados nos Emirados Árabes Unidos após serem sequestrados por criminosos que buscavam acesso à carteira digital do casal. O caso é investigado pela polícia de São Petersburgo.

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Segundo o jornal russo Komsomolskaya Pravda, o casal desapareceu em 2 de outubro, depois de ser atraído a um resort nas montanhas de Hatta, próximo a Dubai, por criminosos que se passavam por investidores interessados em seus negócios. No local, os dois foram mantidos em cativeiro enquanto os sequestradores exigiam as senhas de acesso à carteira de criptomoedas de Novak.

Quando perceberam que o saldo estava vazio, os criminosos executaram e desmembraram o casal, abandonando partes dos corpos em lixeiras de um shopping center, de acordo com informações do portal Fontanka. Até o momento, os restos mortais ainda não foram totalmente localizados.

— Segundo informações preliminares, Novak e sua esposa foram sequestrados para pedido de resgate. Quando os criminosos perceberam que não receberiam o dinheiro, mataram os dois — relatou uma fonte à imprensa russa.

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Roman Novak, de nacionalidade russa, era conhecido nas redes sociais por ostentar uma vida de luxo em Dubai, com postagens ao lado de carros esportivos, aviões particulares e viagens internacionais, incluindo passeios pela Disneylândia. Ele também se gabava de possuir veículos avaliados em mais de US$ 1,9 milhão, entre eles um Rolls-Royce e um Cobra britânico vintage.

Novak ficou conhecido por ter criado um aplicativo de investimentos em criptomoedas que prometia lucros rápidos e movimentou cerca de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) antes de desaparecer com o dinheiro dos investidores.

As autoridades confirmaram que oito pessoas foram presas em conexão com o crime, entre elas antigos investidores lesados pelo golpe e um ex-funcionário do Ministério do Interior da Rússia.

O último sinal dos telefones do casal foi detectado em 4 de outubro, em Cidade do Cabo, na África do Sul, antes de serem desligados definitivamente. As investigações continuam em cooperação com a polícia dos Emirados Árabes.

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