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Padre que se filiou ao PT para disputar eleição diz que pediu afastamento da igreja: ‘depois volto’

Por Redação Juruá em Tempo.30 de novembro de 20252 Minutos de Leitura
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O padre Antônio Menezes afirmou, neste sábado, 29, que foi ele próprio quem solicitou à Diocese de Rio Branco autorização para se afastar das funções sacerdotais e se dedicar à pré-campanha a deputado estadual pelo PT. A manifestação ocorre no mesmo dia em que o bispo dom Joaquín Pertíñez anunciou, em nota, a suspensão do religioso por tempo indeterminado, por conta da recém-filiação partidária.

Segundo Menezes, o pedido foi feito por escrito e tinha como objetivo permitir que ele se dedicasse integralmente à pré-campanha, evitando qualquer associação entre suas atividades políticas e o exercício religioso.

“Eu escrevi a carta pedindo para o Dom Joaquim e para o Conselho a minha liberação para eu ir para a política, fazer a pré-campanha. Isso aí foi um pedido meu”, afirmou.

O padre disse que a decisão também foi tomada para evitar conflitos com a comunidade religiosa. “Eu escolho não estar celebrando também, porque depois vão dizer ‘ah, o padre está usando a igreja para se promover’”, declarou.

Ele afirmou estar feliz com o novo caminho e disse que pretende percorrer o estado inteiro durante a pré-campanha. “Eu estou muito contente e muito ciente dessas situações”.

Menezes ressaltou que continua sendo padre e que pretende retornar às atividades após as eleições, a depender do resultado. “Depois das eleições eu escrevo outra carta pedindo para voltar para a missão, para celebrar sobretudo as missas”, disse.

Para ele, não há incompatibilidade permanente entre vida religiosa e política: “Nada impede que o padre seja político. Esses trâmites [de afastamento] são coisas normais e necessárias”.

O religioso anunciou filiação ao PT durante ato partidário em Xapuri, na presença do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e de outras lideranças locais.

A decisão da Igreja, publicada em nota oficial, proibiu o padre de presidir sacramentos, participar de atos religiosos como sacerdote e realizar postagens políticas em espaços ligados à Diocese.

Por: A Gazeta do Acre.
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