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Mudança silenciosa em rotina de Lore Improta acende alerta na gravidez

Por revista Caras Brasil. 15/12/2025 09:57
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Grávida do segundo filho com Léo Santana, Lore Improta voltou a chamar atenção ao revelar que precisou adaptar os treinos na gravidez após sentir uma queda significativa de força e energia. O relato da dançarina levantou um debate importante sobre gestação, exercício físico e mudanças hormonais, temas que preocupam muitas mulheres desde o início da gravidez.

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Mesmo mantendo a disciplina, Lore contou que reduziu quase pela metade as cargas em exercícios como o agachamento, passando de 20kg para algo entre 10kg e 15kg. A atitude, longe de ser um retrocesso, segue exatamente o que especialistas recomendam para este período. A CARAS Brasil ouviu a ginecologista endocrinologista Maíra Campos para explicar o que está por trás dessas mudanças.

Alterações hormonais explicam queda de força e energia na gestação

Segundo a médica, a sensação de cansaço precoce e perda de desempenho físico é comum logo no início da gravidez. “No início da gestação ocorre um aumento significativo de progesterona, hormônio que promove relaxamento muscular e maior demanda metabólica para adaptação do organismo ao desenvolvimento embrionário. Essa mudança pode gerar sensação de lentidão, sonolência e redução da disposição física mesmo em mulheres ativas”.

Ela explica ainda que o corpo passa a priorizar outras funções. “O corpo também direciona mais energia para a formação da placenta e para a estabilização da gravidez, o que altera a circulação, reduz a tolerância ao esforço e provoca cansaço precoce”. As informações são da ginecologista endocrinologista Maíra Campos, em entrevista à CARAS Brasil.

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Sinais de alerta indicam quando reduzir ou interromper o treino

A especialista reforça que ouvir o corpo é essencial durante a gravidez. “A gestante deve ficar atenta a sinais de sobrecarga como tontura, falta de ar desproporcional ao exercício, dor abdominal persistente e sensação de pressão na pelve”. Outros sintomas também exigem atenção imediata: “A presença de sangramento vaginal, palpitações e mal-estar progressivo também indica que o treino precisa ser imediatamente reavaliado”.

De acordo com a médica, insistir pode trazer riscos. “Quando o desconforto se torna mais intenso ou aparece após movimentos específicos, o ideal é interromper a atividade e buscar orientação profissional”.

Treino de força na gravidez exige cautela e adaptação

Sobre a decisão de Lore Improta em reduzir as cargas, a médica avalia como correta. “Durante a gestação a recomendação é priorizar cargas moderadas com movimentos controlados e boa técnica, evitando aumentos bruscos de peso”. Ela lembra que o corpo passa por mudanças estruturais importantes. “A musculatura e as articulações ficam mais suscetíveis à instabilidade devido à ação da relaxina, o que torna prudente reduzir cargas como fez a própria Lore”.

Para garantir segurança, a orientação é clara. “É importante manter postura adequada, evitar manobras que aumentem pressão abdominal e realizar pausas mais frequentes”.

Metabolismo muda e impacto nos treinos é inevitável

A queda de energia também tem explicação metabólica. “O metabolismo materno se adapta para fornecer energia constante ao feto, o que altera o padrão de glicemia e acelera o gasto energético basal”. Segundo a especialista, isso afeta diretamente o rendimento físico. “A maior produção de progesterona e a queda relativa de glicose disponível para esforço físico explicam a sensação de fadiga mais intensa durante os treinos”.

Para minimizar o impacto, ela recomenda ajustes simples. “A gestante pode fracionar a alimentação, manter boa hidratação e realizar atividades em horários de menor desgaste”.

Exercício físico ao longo da gestação deve evoluir com segurança

A médica reforça que a prática deve ser constantemente adaptada. “Com a evolução da gravidez recomenda-se ajustar gradualmente intensidade, volume e tipo de exercício, priorizando atividades de baixo impacto e treinos de força com cargas leves a moderadas“. Ela destaca que cada fase pede cuidados específicos. “O segundo trimestre costuma ser o mais confortável para manutenção da rotina, enquanto o terceiro pede movimentos mais estáveis e foco em mobilidade e respiração”.

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