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Bittar diz que transferência de Bolsonaro à Papuda é tortura psicológica

Por Redação Juruá em Tempo.16 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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O senador Márcio Bittar (PL-AC) publicou, nesta quinta-feira (15), um vídeo nas redes sociais em reação direta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Penitenciária da Papudinha, em Brasília. No pronunciamento, Bittar adota um tom duro, acusa o Judiciário de perseguição política e afirma que a medida representa um grave ataque às garantias democráticas.

“O que está acontecendo hoje no Brasil não é justiça, é perseguição política”, afirma. Para o senador, a transferência de Bolsonaro “escancara algo muito pior” do que uma simples decisão administrativa. “Eles já tentaram desmoralizar, já tentaram silenciar, agora avançam para a humilhação, sofrimento físico e psicológico”, diz.

Bittar sustenta que a decisão ignora princípios básicos do Estado de Direito. “Ignoram a idade, o histórico, a saúde e o princípio mais básico da dignidade humana”, declara, ao criticar a forma como o ex-presidente vem sendo tratado pelo sistema de Justiça. Em outro trecho, o parlamentar levanta questionamentos sobre a urgência da transferência. “Será que essa pressa toda não tem relação com o fato de que a Comissão de Direitos Humanos poderia constatar que o barulho ensurdecedor está acima do permitido?”, questiona. Segundo o senador, a situação poderia configurar tortura.

O parlamentar também reforça a posição da defesa e da família de Bolsonaro. “A defesa e a família do presidente Bolsonaro pedem a prisão domiciliar. Aliás, ele nem deveria estar preso. Mas, estando preso, pedimos prisão domiciliar, e não que o presidente fosse levado para a Papuda”, afirma.

No vídeo, Bittar amplia o alcance da crítica e diz que o caso vai além da figura do ex-presidente. “Isso não é apenas sobre Bolsonaro. Isso é um recado para todos que ousarem levantar a sua voz”, diz. Para o parlamentar, quando o Estado “usa o poder para perseguir um adversário político” e “transforma a prisão em instrumento de vingança”, o país deixa de viver em uma democracia. “É impossível não enxergar isso”, acrescenta.

Em um dos trechos mais contundentes, o senador afirma que há uma tentativa deliberada de destruir politicamente Bolsonaro. “Eles querem eliminar Bolsonaro. E quando eu falo eliminar, não é força de expressão. É pela exaustão, pelo medo e pela intimidação”, declara. Segundo ele, o objetivo seria “quebrar um homem para intimidar milhões”.

Bittar encerra o vídeo com um discurso de enfrentamento e resistência. “A história é clara: toda tirania cai, todo autoritarismo se revela, e nenhum poder construído sobre o abuso dura para sempre”, afirma. Em seguida, diz que o país e a comunidade internacional estariam atentos ao caso. “O Brasil está atento e o mundo está olhando. E nós não aceitaremos o silêncio como resposta, porque quem se cala hoje pode ser a próxima vítima do amanhã.”

Ao final da gravação, o senador reafirma sua ligação política com o ex-presidente. “Bolsonaro é o meu líder político, e jamais arredarei o pé dessa luta até ver Bolsonaro livre”, conclui.

Por: AC24horas.
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