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Com venda do potencial travada, entenda o que pensa o Vasco para a reforma de São Januário

Por Redação Juruá em Tempo.12 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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Um mês se passou desde o prazo final para a SOD Capital exercer a intenção de compra do potencial construtivo de São Januário. A empresa havia sinalizado que pagaria um montante superior a R$ 500 milhões, quantia fundamental para o Vasco financiar parte significativa das obras e dar início à revitalização de sua casa. Mas e agora?

O Vasco havia estendido o prazo para conclusão da venda para a SOD Capital para até o último dia 12 de dezembro. Apesar da venda ainda não ter sido concretizada, a diretoria permanece com a preferência pela empresa. O imbróglio e a demora têm como justificativa as complexidades das negociações do ramo imobiliário, que, em geral, englobam interesses de muitas partes e camadas de risco.

A gestora de investimentos havia sinalizado a intenção de compra do potencial construtivo de São Januário para utilizá-lo em um terreno que seria adquirido na região da Barra da Tijuca. As negociações para a aquisição definitiva do local, porém, ainda não foram concluídas — algo que é encarado de forma natural tanto pelo clube quanto pelas demais partes envolvidas.

Para avançar com as obras, é necessário concluir a venda do potencial construtivo. O Vasco trabalha, neste momento, com um orçamento de R$ 800 milhões para que a revitalização de São Januário seja sustentável. O valor não é definitivo, mas representa uma nova estimativa: no início do projeto, o custo previsto era de R$ 500 milhões.

Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias

O aumento se deve, segundo apuração do ge, à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há bastante tempo. A principal fonte de receita projetada para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras formas de captação não estejam descartadas.

O clube não indica uma previsão para o início das obras. A diretoria já tratava como improvável o início das obras para o primeiro semestre de 2026 e aguarda os próximos passos da compra do terreno pela SOD Capital.

O potencial construtivo diz o quanto você pode construir em seu próprio terreno respeitando a zona da cidade em que ele está localizado. Toda cidade tem um plano diretor com as características de cada região. E cada uma dessas áreas tem regras próprias para construção.

O terreno onde está localizado São Januário, por exemplo, é enorme e tem um grande potencial construtivo, mas um estádio não demanda a utilização de todo esse potencial. A negociação com a prefeitura visa a autorização para que essa capacidade de construir a mais seja transferida para o Vasco em outro local.

Por: ge.
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