Ícone do site O Juruá Em Tempo

Estudantes criam jogo que estimula a preservação da Amazônia

Uma pesquisa realizada por estudantes por estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Frei Mário Monacelli, localizada na Avenida Atroaris, Bairro Alfredo Nascimento, zona norte de Manaus, desenvolveu o “UNO da biodiversidade: Jogos didáticos como ferramentas para o ensino da biodiversidade amazônica”, jogo que estimula a preservação da fauna e flora amazônica.

Jogos didáticos são ferramentas poderosas e eficazes para ensinar sobre a biodiversidade amazônica e estimular a preservação ambiental, aponta uma pesquisa realizada em escola estadual de Manaus, apoiado pelo Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital nº 002/2024, o projeto “UNO da biodiversidade: Jogos didáticos como ferramentas para o ensino da biodiversidade amazônica” é coordenado pela professora da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, Karlla Nazaré Oliveira.

“O jogo ajudou a desenvolver habilidades como raciocínio, curiosidade científica e protagonismo dos alunos, que atuaram como mediadores explicando o conteúdo aos colegas”, disse Karlla Nazaré.

O projeto iniciou com levantamento sobre biodiversidade, espécies nativas e impactos ambientais. Em seguida, os envolvidos participaram de uma visita ao Museu da Amazônia (Musa), onde puderam observar de perto a fauna e a flora amazônica e, assim, aprofundar seus conhecimentos na prática.

Com base nas informações coletadas, os estudantes selecionaram espécies e desenvolveram cartas para um jogo educativo utilizando a plataforma Canva. As regras do jogo foram adaptadas a partir do UNO original, com o objetivo de abordar temas relacionados a problemas ambientais de forma lúdica e interativa.

Ao final do processo, foi desenvolvida a versão final do “UNO da Biodiversidade”, composta por 111 cartas, sendo 31 especiais e 80 comuns, distribuídas nas cores vermelho, amarelo, verde e azul, como no jogo original.

No total, o jogo apresenta 40 espécies da fauna e flora amazônica. As cartas comuns foram adaptadas ao contexto amazônico e ilustram espécies nativas, impactos ambientais enfrentados pela região e possíveis soluções para mitigar esses problemas. As regras básicas do jogo original foram mantidas.

Por fim, o jogo foi aplicado nas turmas da escola para avaliar sua eficácia no aprendizado. Todo o processo, desde a pesquisa até a aplicação, foi realizado dentro da escola, integrando estudo, prática e criação. Esse conhecimento contribui para formar cidadãos mais críticos, conscientes e capazes de defender a conservação do bioma.

Entre os principais impactos alcançados estão o aumento do interesse pelas aulas, a facilitação na compreensão de conteúdos complexos e o fortalecimento da consciência ambiental.

Os jogos também tornaram o aprendizado mais leve, divertido e conectado à realidade dos estudantes. Além disso, estimulam habilidades importantes, como comunicação, memória, tomada de decisão e argumentação. O método aproximou os conteúdos da vivência cotidiana dos alunos, contribuindo para um conhecimento mais significativo e duradouro.

De acordo com a coordenadora do projeto, os estudantes tiveram papel de destaque no projeto, indo além do aprendizado sobre biodiversidade. Eles desenvolveram um jogo educativo, ensinaram aos colegas e se tornaram multiplicadores do conhecimento. O jogo está disponível no laboratório da escola, permitindo que outras turmas também tenham acesso à atividade.

Sair da versão mobile