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Homem ignora sinais de tumor no cérebro achando ser dor de musculação

Por Redação Juruá em Tempo.9 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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O inglês Sean Sweeney tinha 29 anos em 2022 quando começou a sentir dores fortes no pescoço. Ele acreditava que a sensação, combinada com um formigamento que sentia no lado direito do corpo, poderia estar ligada à prática de musculação que ele havia começado recentemente. O que ele não imaginava era que os sinais eram consequência de um tumor avançado no cérebro que só seria diagnosticado meses depois.

Como acreditava que a origem das dores era muscular, Sean buscou um tratamento de fisioterapia, mas não conseguia alívio. Em julho, porém, uma súbita piora dos sintomas permitiu que os médicos chegassem ao diagnóstico. Enquanto dormia, Sean teve uma convulsão e sua esposa chamou uma ambulância. Em menos de uma hora, uma tomografia computadorizada apresentou os primeiros indícios de seu tumor.

Homem ignora sinais de tumor no cérebro achando ser dor de musculação.
Foto: Reprodução/GoFoundMe

O tumor de Sean
Os exames complementares revelaram que ele tinha um astrocitoma de grau 3, um tipo grave e potencialmente fatal de glioma. O oncologista Fernando Maluf afirma que estes tumores estão entre os mais comuns que afetam primariamente o cérebro.

“Ele afeta pessoas jovens, e os tratamentos vêm evoluindo de modo muito importante. As técnicas cirúrgicas melhoraram, a radioterapia e, mais recentemente, novas medicações que procuram atacar o tumor por mecanismos pelos quais eles crescem vêm sendo desenvolvidas com resultados extremamente importantes”, afirma o médico, embaixador da campanha Isso é um Glioma.

O diagnóstico deu um giro drástico na vida de Sean. O analista de contas se casou com Lucy, sua namorada há 12 anos, em apenas duas semanas, antes de passar pela cirurgia de emergência para retirar o tumor.

Ele passou por uma craniotomia, ficando acordado durante o procedimento por nove horas e meia, enquanto os médicos removiam a maior parte possível da massa atingida pela doença. Durante a cirurgia, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), mas o sangramento foi controlado e ele se recuperou com terapias de reabilitação.

A recuperação após o susto
Além da cirurgia, Sean também precisou ser submetido a radioterapia e quimioterapia para eliminar o tumor. O tratamento durou seis meses com sessões prolongadas de tratamento direcionado.

Passados dois anos, ele ainda enfrenta sequelas. “Terminar o tratamento não significa que tudo volta ao normal. Você ainda convive com as consequências, e para tumores de alto grau como o meu ainda não existe cura”, afirmou ele.

Sean está retomando aos poucos sua vida, incluindo uma rotina de exercícios voltada a atividades de ciclismo, onde ele arrecada fundos para a pesquisa de novos tratamentos para os tumores.

“Ele respondeu bem ao tratamento e será acompanhado de perto nos próximos meses e, esperamos, anos. Estamos orgulhosos de Sean e de minha filha Lucy, e de tudo o que eles tiveram que enfrentar com tanta bravura nos últimos anos, aproveitando ao máximo cada dia”, afirmou o sogro dele, Carl Hathaway, seu parceiro de provas, em uma campanha de financiamento do genro.

Por: Metrópoles.
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