Janeiro é o mês da ressaca das festas e dos gastos de fim de ano. Para muitos, a fatura do cartão de crédito vem recheada com os gastos como presentes, confraternizações e viagens feitas em dezembro. Além dele, o primeiro mês do ano é conhecido por concentrar os gastos com IPVA, IPTU, material escolar e outros.
Em meio a tantas contas a pagar, muitos brasileiros ficam em dúvida se vale a pena pagar os impostos à vista ou parcelar esses gastos ao longo do ano. Qual a melhor opção? O Bora Investir conversou com especialistas para entender. Confira!
Desconto à vista no IPVA e IPTU
O valor do desconto para o pagamento em cota única do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) varia de município para município. Já o desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) depende do estado onde o carro está registrado.
Para o IPTU, as cidades costumam oferecer descontos de 3% a 20%. Já no IPVA, em São Paulo, por exemplo, o desconto é de 3%.
Para avaliar se vale a pena o desconto, é preciso entender a situação de cada pessoa. Se você tem o dinheiro investido, e teria que fazer o resgate para pagar o imposto, é preciso comparar o desconto com o rendimento de um investimento de baixo risco, como o Tesouro Selic, sugere a especialista em finanças Luciana Ikedo.
Ou seja: se o desconto oferecido for menor do que a taxa básica da economia brasileira, atualmente em 15% ao ano, o melhor é parcelar o imposto e manter o dinheiro investido. Se o desconto for maior que a Selic, o melhor é pagar à vista.
Não tem o dinheiro para pagar agora?
Para as pessoas que não têm dinheiro para fazer o pagamento à vista, Luciana Ikedo sugere não buscar um financiamento para isso. “Estamos com taxas de juros bem expressivas, não faz sentido se endividar para fazer o pagamento à vista”, diz ela.
Em vez disso, o melhor é optar pelo parcelamento e buscar encaixar essa conta no orçamento mensal. Esse talvez seja o momento, inclusive, de repensar seus gastos recorrentes e fazer cortes que forem necessários.
Carta na manga: que tal usar o 13º salário para pagar os impostos?
Para quem trabalha com registro em carteira, há ainda uma outra saída: usar o pagamento da segunda parcela do 13º salário. “Com uma boa administração desse recurso, é possível usar o 13º para pagar os impostos”, afirma Florence Corrêa, planejadora financeira CFP pela Planejar.
Carta na manga: que tal usar o 13º salário para pagar os impostos?
Para quem trabalha com registro em carteira, há ainda uma outra saída: usar o pagamento da segunda parcela do 13º salário. “Com uma boa administração desse recurso, é possível usar o 13º para pagar os impostos”, afirma Florence Corrêa, planejadora financeira CFP pela Planejar.
Devo usar a reserva de emergência?
Outra opção para ajudar a pagar os impostos sobre propriedade é usar a reserva de emergência. Não é o ideal, já que esses gastos não são inesperados, mas pode ser uma saída para quem não se planejou financeiramente.
“O início de ano tende a ser um período mais pesado e com muitos gastos a mais, como material escolar e a renovação de seguros, por exemplo. Então, a gente pode usar um pouco da reserva para manter o equilíbrio das contas nesses meses”, diz Florence Corrêa.
A planejadora lembra ainda que para muitos trabalhadores autônomos, o fim e o início do ano costumam ser épocas de menor receita, o que dificulta ainda mais esses pagamentos.
Mas atenção: logo que o período de maior dificuldade passar, a prioridade é recompor a reserva de emergência.

