Há quase cinco décadas, uma história de ausência, saudade e esperança atravessa o tempo e os estados brasileiros. A paranaense Ângela Maria da Costa procura pelo pai, Antônio Badu dos Santos, que teria deixado o Paraná rumo a Rondônia há cerca de 47 anos, sem nunca mais dar notícias.
Segundo Ângela, o pai seria natural de Alto Piquiri (PR). Ela relata que Antônio trabalhava com um caminhão usado para transportar boias-frias e que também teria sido dono de uma serraria na região. A única lembrança concreta que ela possui é uma fotografia antiga, que guarda com carinho e que hoje simboliza sua principal ligação com o pai que nunca conheceu de fato.
Reprodução
A mãe de Ângela chama-se Antônia Vicente da Costa. De acordo com o relato, ela estava grávida da segunda filha quando Antônio foi embora. “Meu pai era muito amigo do meu tio, Alvarino da Costa. Ele era casado com uma mulher chamada Floraci, com quem tinha outros filhos”, contou.
Ângela afirma que nasceu de um relacionamento que os pais tiveram quando sua mãe trabalhava na roça da família de Antônio. Ela também relata que o pai era filho adotivo. “Minha avó se chamava Maria Luiza, mas era mais conhecida como Dona Cota”, explicou. Apesar das tentativas ao longo dos anos, ela nunca conseguiu localizar os irmãos do pai nem entender o real motivo da mudança para Rondônia.
O desejo pelo reencontro atravessa gerações e impacta diretamente a vida emocional da mulher. “Ele deixou três filhos, mas eu sou a única que procura por ele. Sei que não sou feliz porque não consigo encontrá-lo. Vivo uma angústia e uma tristeza constante”, desabafa.
Com emoção, Ângela reforça que nunca desistiu. “Morro de vontade de conhecer meu pai, de dar um abraço bem forte. Rezo todos os dias para que ele esteja bem e saudável, para que a gente possa se encontrar. Nunca tivemos contato, mas eu o amo. Dizem que eu sou igual a ele em tudo. Preciso achar meu pai”, concluiu.
Quem tiver qualquer informação sobre Antônio Badu dos Santos, especialmente se ele ou familiares estiverem em Rondônia ou em outras regiões do país, pode ajudar a encurtar essa distância construída pelo tempo. Às vezes, uma simples lembrança pode mudar uma vida inteira.
Fonte: Rondônia ao vivo

