O grupo principal do Flamengo estreou em 2026 na quarta-feira, em clássico contra o Vasco no Maracanã. De la Cruz foi um dos jogadores que não ficaram à disposição de Filipe Luís. O meia terminou o último ano com boa participação contra o PSG, na final da Copa Intercontinental, e aproveitou as férias para passar por procedimento no joelho. Agora, o uruguaio passa por acompanhamento individualizado para ter mais sequência nesta temporada.
O Flamengo entende que precisa distribuir melhor os minutos que De la Cruz pode entregar em uma temporada. Ou seja, não vai “gastar” a rodagem do meia em partidas de menor importância, como aconteceu nas últimas temporadas com o Campeonato Carioca. O uruguaio teve seus melhores momentos no Estadual e não conseguiu manter a constância pelos problemas físicos.
O controle de carga é alinhado com as necessidades do treinador. Por exemplo, às vezes há treinos táticos que são fundamentais e, depois, a compensação é feita em trabalhos físicos, com fortalecimento na academia ou exercícios similares. É Filipe Luís também quem decidirá os jogos dos quais ele poderá ser poupado, orientando assim o planejamento do departamento médico.
Fator Copa do Mundo
Além disso, o clube também leva em conta neste planejamento a Copa do Mundo. As chances de uma convocação pelo Uruguai são altas e, portanto, o cuidado precisa ser redobrado para que o jogador continue à disposição no segundo semestre, quando retornar do Mundial. A alta intensidade da competição e o fato de ser tiro curto devem levar De la Cruz ao limite.
O trabalho feito com Arrascaeta em 2025, quando o Flamengo fez um controle de carga rigoroso com o camisa 10 no início do ano, é um exemplo para tentar repetir com De la Cruz. O cuidado redobrado valeu a pena, e o jogador viveu a melhor temporada da carreira, com 65 jogos, 25 gols e 20 assistências.
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Nos planos do Flamengo
De la Cruz é visto como importante dentro do Flamengo. Ao final da última temporada, o estafe do jogador consultou o clube sobre um possível valor para uma negociação, mas a diretoria deixou claro que o uruguaio estava nos planos e não seria negociado. Por isso, apesar de ter recebido algumas sondagens, não houve conversas para uma transferência.
O que o jogador fez não foi uma cirurgia, e sim um procedimento regenerativo que consiste em retirar células-tronco da medula óssea para aplicar nos joelhos. O Flamengo acompanhou o caso em contato com os médicos uruguaios e está confiante em conseguir aumentar os minutos de De la Cruz em 2026. O meia começou a treinar em campo nesta semana, mas ainda de forma separada do grupo e com trabalhos específicos.
Os médicos do Flamengo se reuniram com os profissionais uruguaios e têm mantido contato também com o departamento médico da seleção do Uruguai. Mas o principal parâmetro é o feedback do jogador, que tem correspondido bem aos trabalhos após o procedimento.
— A gente sempre vai acreditar no melhor. Ele teve uma lesão contra o Botafogo em maio, tratou e conseguiu retornar, mas o começo foi difícil. Tivemos algumas respostas durante a temporada que foram ruins do joelho, mas depois foi encontrando o equilíbrio e terminou assim. É um procedimento que visa melhorar a saúde local em um momento que estava estabilizado, então acredito muito que ele vai conseguir melhorar essa minutagem no ano de 2026 — disse o chefe do departamento médico rubro-negro, Fernando Sassaki, em entrevista coletiva na semana passada.
A minutagem de De la Cruz ainda não foi alta no Flamengo e inclusive caiu de 2024 para 2025, segundos dados do Gato Mestre do ge. Em sua primeira temporada no clube, o meia disputou 41 jogos (37 como titular), com 3.134 minutos em campo (média de 76,4 min). Ele marcou dois gols e deu seis assistências. Já em 2025, foram 34 partidas (23 como titular) e 2.066 minutos em campo (média de 60,8 min), com apenas um gol e nenhum passe decisivo. No River Plate (Argentina), seu recorde foi de 48 jogos em 2021.

