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Três acusados de execução brutal de jovem de 21 anos em Cruzeiro do Sul vão a júri popular

Por redação O Juruá em Tempo. 27/01/2026 16:13 Atualizado em 27/01/2026 16:13
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Três réus foram pronunciados e serão julgados pelo Tribunal do Júri no processo que apura o homicídio qualificado de um jovem, ocorrido em Cruzeiro do Sul. A decisão foi assinada na sexta-feira, 23, pela juíza Gláucia Gomes, da 1ª Vara Criminal da Comarca, e mantém as qualificadoras e os crimes conexos atribuídos aos acusados.

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A pronúncia, que não representa julgamento de mérito, reconhece que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja submetido ao Conselho de Sentença. Conforme a decisão, as provas reunidas indicam que um dos réus teria levado a vítima até os supostos executores.

Em relação aos outros acusados, os elementos apontam que a motivação do crime estaria ligada a um episódio anterior envolvendo a vítima, circunstância considerada determinante para a execução. Há ainda indícios de que um dos réus teve participação central no processo decisório, inclusive com envolvimento em chamada de vídeo utilizada para transmitir o homicídio, no contexto do chamado “tribunal do crime”.

Os três acusados encontram-se presos. A decisão refere-se ao primeiro núcleo de envolvidos, especialmente aqueles que teriam atuado na motivação do crime e na condução da vítima até os executores. Outros dois processos seguem em tramitação para apurar a conduta de demais envolvidos, incluindo acusados de participação por meio de videochamada, que serão analisados posteriormente.

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Com a pronúncia, abre-se o prazo legal para a interposição de recursos pelo Ministério Público e pela defesa. Encerrada essa etapa, será definida a data do julgamento pelo júri popular.

Entenda o caso

O corpo do jovem, de 21 anos, foi encontrado às margens do Rio Juruá, 12 dias após o desaparecimento, em Cruzeiro do Sul. Conforme consta nos autos, a vítima teria sido atraída por uma amiga até o local do crime e, em seguida, entregue a integrantes de uma organização criminosa.

Segundo a investigação, o jovem foi submetido ao chamado “tribunal do crime” e executado de forma violenta. O homicídio ocorreu em local diferente daquele onde o corpo foi localizado posteriormente.

O processo tramita em segredo de justiça.

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