Um homem identificado como Miquéias, suspeito de abusar e matar a jovem Gleiciane Rios dos Santos, 20, foi encontrado morto na zona rural de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), poucas horas após confessar o crime em um vídeo que circulou nas redes sociais. O caso, registrado na comunidade Repartimento do Tuiué, conhecida como Malvinas, soma duas mortes e está sob investigação da Polícia Civil.
A violência foi registrada nessa segunda-feira (2) e causou comoção entre moradores da região. No vídeo divulgado, Miquéias admite o assassinato da jovem e afirma que estava sob efeito de bebida alcoólica e drogas no momento do crime. Ele relata detalhes do ocorrido e diz estar “noiado”.
Horas após a repercussão das imagens, o suspeito foi encontrado morto em uma área de mata da comunidade. O corpo apresentava marcas de agressões e perfurações por arma de fogo na cabeça. A principal suspeita é de execução, possivelmente ligada a um suposto “tribunal do crime”, embora ainda não haja confirmação oficial sobre a autoria.
Com isso, a Polícia Civil passou a apurar dois óbitos relacionados ao mesmo episódio. As investigações buscam confirmar a autenticidade da confissão em vídeo, além de identificar se outras pessoas participaram tanto do assassinato da jovem quanto da morte do suspeito. O clima na comunidade é de medo e revolta.
Sobre o crime
O corpo de Gleiciane Rios dos Santos foi encontrado na manhã de segunda-feira (2), nos fundos do Centro Social da comunidade Repartimento do Tuiué. A jovem estava desaparecida desde a noite de sábado (31).
A vítima apresentava sinais de violência, incluindo ferimentos por arma branca no pescoço, peito e abdômen. Moradores acionaram a polícia, e o Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção do corpo.
Segundo testemunhas, Gleiciane foi vista pela última vez consumindo bebida alcoólica com pessoas da própria comunidade. Em seguida, ela teria deixado o local acompanhada de um homem e não foi mais vista.
A confirmação de que a jovem deixou um filho menor de um ano intensificou a comoção entre os moradores. O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Polícia de Manacapuru, que tenta esclarecer toda a sequência dos fatos e apurar responsabilidades.

