Início / Versão completa
Esporte

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, é convocada a depor na CPI do INSS

Por Estadão. 27/02/2026 06:14
Publicidade

A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, todos os requerimentos em pauta, incluindo a convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, uma das principais instituições de créditos consignados no País voltados para aposentados e pensionistas.

Publicidade

Procurada, Leila não quis se pronunciar. Não há data definida para ela depor nem é certo se a empresária terá de ser ouvida na comissão. É necessário que o presidente da CPI paute a convocação.

O requerimento de convocação foi feito pelo relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), em sessão interrompida por briga.

A empresária foi convocada pelos parlamentares na condição de testemunha. No requerimento, Gaspar argumenta que a Crefisa “assumiu papel central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação”.

Publicidade

Os parlamentares querem que Leila explique as irregularidades, detalhe as providências adotadas e seus prazos, e qual é a responsabilidade do banco “por ação ou omissão na manutenção de práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS”.

O contrato da Crefisa com o INSS está suspenso de forma cautelar desde agosto de 2025. Segundo o órgão, a decisão foi tomada após “reiteradas reclamações” registradas por beneficiários em diferentes canais. Também foram constatadas irregularidades no serviço, entre elas: dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, coação para a abertura de conta corrente, venda casada e falta de estrutura adequada nas agências.

A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento de novos benefícios previdenciários após arrematar um pregão em outubro de 2024. Houve denúncias de “graves falhas operacionais, contratuais e sistêmicas” contra a empresa, o que levou o INSS a suspender cautelarmente parte dos contratos.

Os relatos dão conta de pressão sobre clientes para abrir contas correntes e contratação de produtos não solicitados, o que configuraria prática de venda casada.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.