Condenado a mais de 73 anos de prisão em regime fechado por diversos crimes, entre eles homicídios, Matrizon Mauzone Caetano, conhecido como “Dezenove”, preso na sexta-feira (30) da semana passada por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deverá responder por novos crimes na especializada.
Inicialmente, ele será responsabilizado por tortura e espancamento de dois moradores em situação de rua, vítimas de punições disciplinares impostas pela liderança da facção criminosa que atua com domínio territorial no bairro Papoco. A Polícia Civil acredita, no entanto, que o número real de vítimas seja superior a dez pessoas submetidas a esse tipo de violência.
Um dos homicídios atribuídos a “Dezenove” ocorreu no bairro Cidade Nova e causou forte comoção na comunidade pela brutalidade do crime, sobretudo pelo fato de a vítima ser um idoso sem qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Na mesma ação criminosa, o acusado ainda teria tentado matar um adolescente de 17 anos.
Walmir Procópio assassinado pelas costas.
O crime aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2021. Walmir Procópio, de 67 anos, após permanecer por algumas horas em uma distribuidora localizada na Rua Baixa Verde, no bairro Cidade Nova, retornava para casa acompanhado do proprietário do estabelecimento, seu amigo, quando foi surpreendido por dois homens que se aproximaram a pé. Walmir foi atingido por um disparo de pistola pelas costas.
Na sequência, os criminosos tentaram matar um adolescente de 17 anos que estava em uma parada de ônibus nas proximidades e que seria filho do dono da distribuidora. As duas vítimas foram socorridas e levadas ao pronto-socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Walmir Procópio, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa apontaram Matrizon Mauzone Caetano, o “Dezenove”, como autor dos dois atentados.

