A BR-364, principal via terrestre que conecta Rio Branco a Cruzeiro do Sul, enfrenta uma situação crítica. Buracos profundos, trechos destruídos e caminhões quebrados às margens da estrada transformam o percurso de 600 km em uma jornada de até 20 horas.
Motoristas relatam prejuízos constantes. “É muito sofrimento. Essa estrada é muito sofrimento para nós. Tem que ter uma melhoria porque não tem como”, disse o taxista Antônio José, que há 27 anos percorre o trecho. Já Eduardo Freitas destacou o impacto financeiro: “Estraga o carro, quebra tudo. É muito difícil. A gente pede socorro ao poder público.”
Apesar das reclamações, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Acre, Ricardo Araújo, garantiu que os recursos para recuperação da via já foram aprovados. Segundo ele, os serviços de tapa-buraco realizados nos últimos meses são apenas paliativos e obras estruturais devem começar em maio.
O plano prevê reforço no pavimento, recuperação da base e aplicação de novas camadas de asfalto. Além disso, o projeto de pavimentação dos primeiros 100 km, entre Sena Madureira e a ponte do Macapá, deve ser aprovado ainda em março. O segundo lote, até Feijó, está previsto para junho e julho.
Enquanto as obras não chegam, a BR-364 segue como símbolo da precariedade da infraestrutura no Acre, impondo riscos e prejuízos a quem depende dela diariamente.

