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Como o Brasil busca se tornar referência em reflorestamento

Por Redação Juruá em Tempo.23 de março de 20267 Minutos de Leitura
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Matas recuperadas ajudam a sequestrar carbono da atmosfera e deixam Brasil mais perto da neutralidade climática, mas faltam verbas. Governos, organizações e empresas testam modelos economicamente viáveis.Daqui a quatro anos, em 2030, o governo brasileiro espera ter zerado o desmatamento ilegal no país. Uma meta ambiciosa, mas que mesmo assim pode ser insuficiente para zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa, alvo perseguido para 2050.

Para algumas organizações, não basta parar de desmatar – é necessário também reflorestar áreas desmatadas e degradadas. E não falta espaço para isso: segundo estimativas oficiais, o Brasil tem cerca de 100 milhões de hectares de pastos com algum grau de degradação que poderiam ser recuperados – cerca de 12% do território nacional.

O próprio governo estabeleceu como meta restaurar 12 milhões de hectares até 2030. A promessa surgiu em 2015, durante a Conferência do Clima da ONU em Paris, a COP21, que resultou no Acordo de Paris, e foi reafirmada em 2024 no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

O reflorestamento é importante pois as matas absorvem de 25% a 30% das emissões globais – com mais florestas, mais perto ficamos da emissão líquida zero de gases do efeito estufa, passo necessário para reduzir os eventos climáticos extremos que provocam perda de biodiversidade, crise agrícola e deslocamentos forçados.

Um estudo do Instituto Escolhas, publicado em 2023, estimou que restaurar os 12 milhões de hectares removeria 4,3 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera – equivalente a dois anos do total de emissões de gases do efeito estufa pelo Brasil.

Custo alto, verbas insuficientes

O problema é que restaurar florestas é muito mais caro que protegê-las, e as verbas públicas para essa finalidade são escassas. Segundo o estudo do Instituto Escolhas, restaurar 12 milhões de hectares custaria R$ 228 bilhões, o que equivale ao orçamento federal de 2026 para ações e serviços de saúde.

Sem recursos suficientes, o reflorestamento engatinha. Uma estimativa do Observatório da Restauração e Reflorestamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura apontou que cerca de 150 mil hectares haviam sido incorporados em projetos de restauração florestal de 2022 a 2024, menos de 2% da meta nacional.

Governos, organizações civis e setor privado vêm tentando desenvolver modelos de reflorestamento economicamente viáveis, que envolvam, por exemplo, a venda de créditos de carbono, a comercialização de produtos extraídos da mata ou a combinação de restauro florestal com cultivo de árvores para a indústria papeleira.

Articulação de interesses

Uma iniciativa nesse sentido surgiu na cúpula do G20 realizada em novembro de 2024 no Rio de Janeiro, durante a presidência rotativa brasileira. Lá foi lançada a Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia (BRBFC), que busca acelerar o reflorestamento por meio da articulação do poder público com o setor privado.

A ideia subjacente é que reflorestar pode ser uma atividade que gera recursos e empregos, se houver regras e ambiente institucional favoráveis. O estudo do Instituto Escolhas projeta, por exemplo, que restaurar 12 milhões de hectares poderia gerar uma receita de R$ 776,5 bilhões, de fontes variadas como créditos de carbono, venda de madeira e produção de alimentos.

Um dos membros do comitê diretor da BRBFC é Jack Hurd, diretor da agenda do sistema terrestre do Fórum Econômico Mundial e da Aliança para as Florestas Tropicais. Ele afirma à DW que há uma “oportunidade muito grande para restauração florestal no Brasil” e que o país tem “o conhecimento, as ferramentas e a base agrônoma para liderar nesse setor”.

Outra instituição que vem dando prioridade ao tema é o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A agenda de restauração florestal é um dos eixos da estratégia da entidade para o Brasil até 2027, diz à DW Katia Fenyves, especialista em mudança climática e sustentabilidade do BID.

“A redução do desmatamento é uma pauta necessária, mas a restauração também é algo indispensável – temos um cenário de emissões acumuladas historicamente e um contexto de degradação florestal”, afirma Fenyves. “Há uma necessidade de remoção adicional de carbono (da atmosfera), que só é possível com restauração da vegetação.”

Além de capturar carbono, restaurar florestas ajuda na segurança hídrica e na resiliência para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. “A escala é bastante grande e, para o tempo que temos para cumprir as metas, a mobilização do capital privado é fundamental”, diz Fenyves.

Modelos em desenvolvimento

Hurd, do BRBFC, vê três modelos possíveis para restaurar florestas com apoio de capital privado de forma economicamente sustentável. Uma forma é assumir uma área degradada, restaurá-la e depois vender os créditos de carbono das árvores que crescerem, de forma a cobrir os custos da restauração e eventualmente dar algum lucro à empresa ou organização envolvida no projeto.

Isso já vem sendo feito por algumas empresas brasileiras, como a Biomas, a Mercuria e a re.green – esta última foi um dos vencedores do Prêmio Earthshot Prize de 2025, concedido pelo príncipe britânico William.

Alinhado a isso, o governo brasileiro realizará nesta quarta-feira (25/03), na B3, seu primeiro leilão de concessão de uma floresta pública a ser restaurada pela empresa vencedora. Será a Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, que fica no norte de Rondônia e margeia a Terra Indígena Karitiana.

A Flona tem 98 mil hectares, dos quais 14 mil sofreram desmatamento e deverão ser restaurados – os outros 84 mil deverão ser conservados. A concessão terá como prazo 40 anos, e a empresa vencedora poderá vender os créditos de carbono da atividade e promover o comércio sustentável de produtos da floresta.

Uma experiência semelhante já está em prática em nível estadual no Pará, que concedeu parte da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu a uma empresa privada para restauração. O contrato foi assinado em julho de 2025, envolve uma área de 10,3 mil hectares e prazo de 40 anos. A empresa vencedora foi a Systemica, que poderá vender os créditos de carbono, e o projeto contou com uma garantia multilateral dada pelo BID.

No entanto, o mercado desses créditos de carbono sofre críticas sobre seus métodos de validação e abrangência e ainda está em consolidação – o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) foi regulamentado apenas em 2024.

Outra forma de fazer restauração florestal e gerar receitas para sustentar a atividade é, além de vender os créditos de carbono, integrar uma atividade econômica sustentável à área, como plantações de cacau, café ou açaí.

Créditos de carbono para big techs?

Um terceiro modelo citado por Hurd é assumir grandes áreas degradadas, destinar parte delas ao plantio de árvores de rápido retorno comercial, como eucaliptos usados na indústria papeleira, e usar parte do lucro dessa atividade para cobrir o custo da restauração da outra parte da área e vender os créditos de carbono.

Um exemplo dessa abordagem está sendo colocado em prática pelo banco BTG Pactual em parceria com a ONG Conservation International, que busca proteger, restaurar e reflorestar áreas degradadas no Brasil – a iniciativa recebeu em dezembro de 2025 um aporte de R$ 300 milhões do BNDES.

Nesse modelo, metade de áreas degradadas adquiridas no Cerrado é destinada ao plantio de eucaliptos e a outra metade é restaurada, e os créditos de carbono são vendidos no mercado. Em 2024, o BTG Pactual anunciou grandes acordos para vender créditos de carbono à Meta, entregues até 2038, e à Microsoft, entregues até 2043.

Esse esquema é alvo de críticas de alguns ambientalistas, que apontam para os riscos da introdução no Cerrado de espécies exóticas como o eucalipto e a pressão sobre as bacias hidrográficas.

Viabilidade a ser comprovada

Apesar do otimismo com o potencial de o Brasil explorar os diferentes modelos para avançar no reflorestamento, Hurd ressalta que o país precisaria melhorar a segurança jurídica em questões fundiárias e que falta clareza sobre aspectos tributários da atividade.

Fenyves, do BID, também pondera que esses modelos são relativamente novos e que ainda é necessário provar a sua viabilidade. “Há uma percepção de risco relativamente alta para que esses investimentos ocorram para além de uma escala piloto, mas estamos num caminho de consolidação”, afirma.

Mesmo assim, “muitas pessoas estão olhando para o Brasil indicar o caminho adiante”, afirma Hurd. Ele diz que o Fórum Econômico Mundial já teve conversas com interessados em montar uma coalizão semelhante à BRBFC na Indonésia – que também tem uma grande extensão de áreas florestais degradadas.

Por: Deutsche Welle.
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