A morte de um estudante de medicina dentro de um hospital do interior do Acre gerou suspeitas de negligência médica e abriu uma investigação policial e administrativa. Jefferson Alves Pinto, de 23 anos, morreu nesta quinta-feira (26) no Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, horas depois de dar entrada na unidade com queixas de dores de cabeça e pressão alta.
De acordo com as primeiras informações apuradas, Jefferson procurou o hospital entre a noite de quarta-feira (25) e a madrugada de quinta-feira (26). Na ocasião, passou por triagem, recebeu medicação e foi liberado. Pouco depois, retornou à unidade com os mesmos sintomas. Após novo atendimento, foi encaminhado a uma sala, onde permaneceu sentado. Por volta das 7h, profissionais de enfermagem constataram que ele não apresentava mais sinais vitais.

Diante de lacunas nas informações sobre o atendimento prestado ao filho, a família registrou um Boletim de Ocorrência. O delegado Erick Maciel, responsável pela regional do Alto Acre, confirmou a abertura da investigação.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Brasiléia e depois transferido para Rio Branco, onde passa por necrópsia para determinar a causa da morte.
Natural de Rondônia, Jefferson cursava medicina na Universidade Privada Domingo Savio, na Bolívia. A instituição divulgou nota de pesar pela morte do estudante.

A Secretaria de Estado de Saúde abriu uma sindicância para apurar o caso. O secretário Pedro Pascoal informou que imagens do sistema de segurança do hospital foram solicitadas para identificar os profissionais de plantão no momento do atendimento. Segundo ele, se a investigação confirmar negligência, os responsáveis serão responsabilizados. Uma nota oficial com mais detalhes deve ser divulgada pela Secretaria.

O Hospital Raimundo Chaar está em processo de transição administrativa e é alvo de críticas recorrentes de servidores, sindicatos, representantes políticos e da população em relação à qualidade do atendimento prestado na unidade.

