O câncer de mama continua sendo o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e também a principal causa de morte por câncer nessa população. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 73 mil novos casos são diagnosticados por ano no país, além de mais de 20 mil mortes anuais.
Diante desse cenário, uma pesquisa brasileira desenvolveu um exame de sangue que pode ajudar a ampliar as estratégias de prevenção e rastreio da doença. Chamado RosalindTest, o teste identifica sinais moleculares associados ao câncer de mama por meio da análise de biomarcadores presentes na corrente sanguínea.
A tecnologia foi criada a partir de estudos em expressão gênica e biomarcadores moleculares, com a proposta de transformar descobertas da biologia molecular em uma ferramenta de uso clínico.
O projeto foi conduzido por pesquisadoras brasileiras com atuação em genética e biologia molecular, entre elas a biomédica Glaucia Raquel Luciano da Veiga, doutora em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e a geneticista Beatriz da Costa Aguiar Alves Reis, doutora pela Universidade de São Paulo (USP).
“O objetivo do projeto sempre foi transformar conhecimento científico em uma ferramenta acessível, capaz de apoiar decisões clínicas e fortalecer as estratégias de prevenção”, afirma Glaucia, pesquisadora líder e cofundadora da iniciativa.

