A influenciadora digital Monniky Fraga foi presa na manhã desta terça-feira (24) suspeita de forjar o próprio sequestro com o objetivo de ganhar visibilidade nas redes sociais. A prisão ocorreu durante a Operação Cortina de Likes, deflagrada pela Polícia Civil.
O falso crime teria ocorrido em abril de 2025, na cidade de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. À época, a influenciadora chegou a relatar o caso publicamente e ganhou destaque em diversos veículos de comunicação.
Segundo as investigações, o suposto sequestro foi, na verdade, uma encenação articulada entre Monniky e um dos envolvidos. “O inquérito aponta que aquela extorsão mediante sequestro nada mais foi do que uma trama entre a suposta vítima e um dos autores”, afirmou o delegado Cley Anderson.
A operação mobilizou cerca de 30 policiais civis e contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão.
De acordo com a polícia, ao menos três pessoas participaram da execução do falso sequestro. Dois suspeitos já foram identificados: um está preso por outros crimes e outro morreu antes de ser detido. Um terceiro envolvido ainda é investigado por ter recebido o dinheiro do suposto resgate.
O marido da influenciadora, que também foi vítima na ocasião, não sabia do plano. Segundo a polícia, ele acreditava estar, de fato, sendo sequestrado e chegou a ser agredido durante a ação.
Após a prisão, Monniky foi levada para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. A defesa da influenciadora ainda não se manifestou.
Relembre o caso
Em abril de 2025, Monniky Fraga afirmou nas redes sociais que havia sido sequestrada junto com o marido por homens armados, em frente à residência do casal. Segundo o relato, eles teriam sido levados para uma área de mata e liberados após o pagamento de resgate.
Na época, o caso foi registrado e investigado como crime. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil concluiu que tudo não passava de uma farsa planejada para atrair atenção e engajamento nas redes sociais.
O caso segue sob investigação.

