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Um ano do linchamento de Yara Paulino: veja o que a polícia descobriu até agora

Por Redação Juruá em Tempo.24 de março de 20265 Minutos de Leitura
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O caso Yara Paulino, que começou com um boato e terminou em um linchamento brutal, completa um ano nesta terça-feira (24). Além de todo o terror já exposto à época dos fatos, ele ganhou contornos ainda mais complexos com o avanço das investigações. Agora, além da violência que tirou a vida da jovem, a polícia tenta responder uma pergunta que segue sem solução: onde está a bebê desaparecida?

O ContilNet decidiu relembrar o caso e entrou em contato com um dos delegados responsáveis pelo caso, Alcino Ferreira, que reiterou que a investigação ainda esbarra em um problema central: a ausência completa de registros da criança.

O caso

Tudo começou com a suspeita de que Yara Paulino, uma jovem de 27 anos e que, infelizmente, era dependente química, teria matado a própria filha, uma bebê. A informação, que circulou rapidamente entre moradores, nunca foi comprovada naquele momento, porém, agravou-se com uma revelação: a de uma sacola com restos mortais.

Caso ocorreu em 24 de março de 2025. — Foto: ContilNet

Por conta dessa ossada, Yara foi agredida até a morte em via pública. O crime aconteceu diante de testemunhas – incluindo, segundo o Ministério Público do Acre (MPAC), dois filhos da vítima, que presenciaram a cena.

Ainda no mesmo dia do falecimento brutal da mulher, descobriu-se que a ossada tratava-se de um animal, e não  de um bebê.

A criança que “não existe”

Segundo o delegado Alcino, a filha de Yara – batizada informalmente de Cristina Maria – nasceu ainda no final de 2024, mas nunca chegou a ser registrada oficialmente. Isso fez com que a criança “não existisse” nos sistemas formais, dificultando qualquer tentativa de localização. “Você tinha um recém-nascido, mas não tinha um nome, não tinha alguém, uma pessoa. Isso já demonstra a vulnerabilidade social daquele momento”, afirmou.

Cristina Maria foi inserida no Amber Alert. — Foto: Reprodução

A própria investigação só tomou conhecimento mais concreto da existência da bebê após a morte de Yara e, segundo Ferreira, há um intervalo de pelo menos duas a três semanas entre o desaparecimento da criança e o linchamento da mãe. “Supostamente por conta da acusação de que ela teria matado a própria filha”, complementa.

A principal contradição apontada pela investigação é que o motivo do crime pode ter sido baseado em uma informação falsa, vez que os restos encontrados não se tratavam de um ser humano. Além disso, outro ponto que chama atenção é a postura de familiares, especialmente do pai da criança, que, segundo a polícia, não colabora com as investigações.

“As pessoas que teoricamente teriam interesse em achar essa criança são as mesmas que não colaboram com as buscas. O próprio pai é sempre evasivo quando o assunto é a criança”, afirmou Alcino.

O delegado também confirmou o envolvimento direto do pai na morte de Yara. “Ele esteve no dia, viu o início do espancamento e teria incentivado o que aconteceu junto com o irmão”, esclarece. Ambos foram presos em uma operação ocorrida ainda em abril de 2025, junto com mais seis pessoas.

Possível rede e padrão de desaparecimentos

Durante as buscas, a polícia identificou que o caso pode não ser isolado. Há indícios de um padrão envolvendo mulheres em situação de vulnerabilidade e desaparecimento de recém-nascidos. “A gente acaba descobrindo que não é uma situação isolada. Há um perfil de mulheres em situação de drogadição cujas crianças ou são prometidas para famílias ou podem ser levadas por organizações criminosas”, explicou, não descartando, inclusive, a possibilidade de tráfico ou venda de bebês.

Cristina Maria, inclusive, foi inserida no Amber Alert – um sistema de emergência usado para localizar crianças e adolescentes desaparecidos em risco de morte ou lesão corporal grave. Ele envia fotos e descrições para a população via redes sociais (Meta/Instagram/Facebook) em um raio de até 160km do último local onde a criança foi vista. Cristina é a segunda criança a integrar o programa.

Mesmo com operações, prisões e diligências em campo, o paradeiro da criança segue desconhecido. Uma das hipóteses é que ela esteja viva, em local isolado, sem qualquer registro formal. “Se você me perguntar hoje se essa criança está viva ou morta, eu não saberia dizer. A gente não conseguiu fazer esse rastreio”, afirmou Alcino.

Delegado Alcino Ferreira. Foto: ContilNet

Um caso ainda aberto

Apesar dos avanços, o delegado deixa claro que o caso está longe de ser encerrado. “Eu ainda tenho esperança de que surja algum elemento que nos leve até essa criança”, disse o delegado, destacando, inclusive uma ligação emocional com a investigação.

“É um caso que me impacta muito. Muitas vezes me pego pensando sobre isso. Quando a própria família não demonstra interesse, a gente também se sente impotente”.

No momento, há oito pessoas presas – incluindo o ex-marido de Yara e pai da criança, e o irmão dele. Restam, no entanto, várias dúvidas: por que Yara foi morta com tanta brutalidade? Há mais pessoas envolvidas? E, o principal: onde está Cristina Maria?

Yara é uma das 14 mulheres vítimas de feminicídio no Acre em 2025 e não deve ser esquecida. Não somente por isso: era um ser humano, com dificuldades e problemas que outras pessoas também têm, mas que, ainda assim, são seres humanos, e devem – ou deveriam – ser tratados com o respeito que merecem.

Por: Contilnet.
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