Dados consultados pelo ac24horas neste sábado (18) junto ao painel do Ministério da Saúde revelam que o Acre ainda enfrenta baixa adesão à vacina bivalente contra a Covid-19. Segundo o levantamento atualizado, apenas 12,93% da população do estado recebeu o imunizante mais recente, voltado às variantes mais atuais do vírus. Ao todo, foram aplicadas 84.312 doses da vacina bivalente em um universo de 652.112 habitantes, número que evidencia a dificuldade em avançar com a cobertura do reforço no estado.
Os dados mostram desigualdade entre os municípios. Jordão lidera com 49,21% da população imunizada com a dose bivalente, seguido por Santa Rosa do Purus (38,22%) e Marechal Thaumaturgo (24,27%). Na outra ponta, Rodrigues Alves (2,74%), Epitaciolândia (4,57%) e Brasiléia (5,11%) apresentam os piores índices. Rio Branco registra cobertura de 15,27%, acima da média estadual, mas ainda considerada baixa.
A análise por faixa etária reforça a tendência de maior adesão entre os mais velhos. Pessoas com 80 anos ou mais atingem cerca de 39,5% de cobertura, enquanto adolescentes de 12 a 17 anos têm apenas 5,1%, um dos menores índices.
Apesar do desempenho fraco da vacina bivalente, os dados indicam que a vacinação monovalente, aplicada nas fases iniciais da campanha, alcançou níveis mais elevados no Acre. Segundo o painel, 78,45% da população recebeu ao menos duas doses, enquanto 44,18% tomou a terceira dose. Já a aplicação da quarta dose chega a 11,13%.
Em números absolutos, foram mais de 645 mil aplicações referentes ao esquema de duas doses e 363 mil relacionadas à terceira dose, demonstrando maior adesão da população no início da campanha de imunização.
Entre os municípios, Rio Branco concentra os maiores números, com mais de 322 mil pessoas vacinadas com duas doses e cerca de 190 mil com a terceira. Já Jordão se destaca proporcionalmente, com 94,86% de cobertura com duas doses e 68,76% com a terceira, figurando entre os melhores desempenhos do estado.
Os dados evidenciam um cenário em que a população aderiu de forma mais significativa às primeiras etapas da vacinação, mas apresenta resistência ou menor procura pelas doses de reforço mais recentes. Especialistas apontam que a ampliação da cobertura bivalente é fundamental para manter a proteção contra formas graves da doença, especialmente diante da circulação contínua do vírus.

