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Exportações de madeira despencam no Acre nos últimos 5 anos

Por Redação Juruá em Tempo.30 de abril de 20265 Minutos de Leitura
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Após um período de forte expansão entre 2020 e 2022, quando a madeira tropical ocupou posição central na pauta exportadora do Acre, o setor passou a apresentar sinais claros de retração. A queda nos valores exportados, a perda de participação e o aumento da volatilidade indicam uma mudança relevante na dinâmica da economia estadual. Esse movimento contrasta com o cenário nacional, no qual o Brasil mantém escala e relativa estabilidade no mercado internacional. Nesse contexto, o presente artigo analisa a evolução das exportações de madeira tropical, comparando o desempenho do Acre com o do Brasil e discutindo se a atual trajetória representa um ajuste conjuntural ou uma mudança estrutural na inserção do estado no comércio exterior.

Após pico recente, exportações de madeira tropical do Acre entram em trajetória de queda e perdem protagonismo na pauta externa

O gráfico a seguir evidencia a mudança no papel da madeira tropical nas exportações acreanas. Em 2020, o estado exportou US$ 13,1 milhões, com participação de 38,7% no total exportado. Esse protagonismo se manteve elevado em 2021 (33,2%) e 2022 (32,1%), quando o setor atingiu seu pico recente, com US$ 17,4 milhões.

A partir de 2023, no entanto, inicia-se uma trajetória consistente de retração. As exportações caem para US$ 5,6 milhões em 2023, apresentam leve recuperação em 2024 (US$ 6,7 milhões) e voltam a recuar em 2025 (US$ 5,1 milhões). Como resultado, a participação da madeira na pauta exportadora despenca para 5,2%, indicando perda clara de relevância.

O comportamento do primeiro trimestre reforça essa tendência. Após níveis superiores a US$ 3,7 milhões entre 2020 e 2022, o valor exportado no início de 2026 foi de apenas US$ 496 mil. Caso esse ritmo se mantenha, o ano tende a consolidar a madeira como um segmento secundário na pauta externa do estado.

Esse movimento está associado a uma combinação de fatores: mudanças no mercado internacional, maior concorrência, restrições ambientais e, sobretudo, a reorganização da pauta exportadora acreana, hoje mais concentrada em cadeias como carnes, soja e castanha.

Enquanto o Brasil mantém escala e estabilidade, Acre perde espaço e relevância no mercado de madeira tropical

O cenário nacional segue uma trajetória distinta. Entre 2010 e 2022, as exportações brasileiras de madeira tropical praticamente dobraram, passando de US$ 1,06 bilhão para US$ 2,49 bilhões. Após esse pico, houve acomodação, mas em patamar ainda elevado: US$ 1,84 bilhão em 2023, US$ 1,82 bilhão em 2024 e US$ 1,65 bilhão em 2025.

Outro aspecto relevante é a previsibilidade. O primeiro trimestre responde de forma consistente por cerca de 20% a 26% do total anual, evidenciando estabilidade no fluxo de exportações. Em 2026, esse período somou US$ 365,5 milhões, dentro de uma faixa historicamente significativa.

Quando comparado ao Brasil, o desempenho do Acre revela um claro descolamento. O estado acompanhou parcialmente o ciclo de alta até 2022, mas, a partir de 2023, passou a registrar queda acentuada, tanto em valor quanto em participação. Enquanto o país mantém presença consolidada no mercado internacional, o Acre perde espaço e relevância.

Esse contraste indica que a dinâmica local não pode ser explicada apenas por fatores externos. Há condicionantes estruturais — produtivos, institucionais e logísticos — que limitam a competitividade do estado no setor madeireiro.

O futuro da madeira no Acre: do declínio do volume à exigência de valor e legalidade

As perspectivas para o mercado de madeira tropical combinam oportunidades e desafios. A demanda internacional permanece relevante, especialmente para produtos de maior valor agregado, como madeira processada, painéis e madeira engenheirada. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por certificação, rastreabilidade e conformidade ambiental.

No campo regulatório, a tendência é de maior rigor. A União Europeia adiou a aplicação plena de seu regulamento contra o desmatamento para 2026 e 2027, mas a direção é clara: mercados mais exigentes e seletivos. Nesse cenário, produtores que não conseguirem comprovar a origem legal da madeira tendem a perder acesso a mercados estratégicos.

No Brasil, o setor deve seguir relevante, ainda que mais seletivo. A trajetória recente mostra acomodação após o pico, sem perda estrutural de importância. No entanto, há riscos associados a mudanças comerciais, exigências ambientais e concentração de mercados, como os Estados Unidos.

No Acre, os desafios são ainda maiores. Além da queda nas exportações, dados do Simex/Imazon apontam redução de 49% na exploração madeireira entre 2023 e 2024, com a atividade concentrada em áreas autorizadas. Esse avanço institucional é positivo, mas reduz a oferta no curto prazo.

Diante desse cenário, o futuro da madeira tropical no estado dependerá de um reposicionamento estratégico. A competitividade não virá do volume, mas da capacidade de atender às exigências de legalidade, rastreabilidade e agregação de valor. Investimentos em manejo sustentável, certificação e beneficiamento são fundamentais para que o Acre possa acessar nichos mais exigentes e recuperar relevância.

Sem esse movimento, a tendência é de continuidade da perda de espaço, enquanto a pauta exportadora estadual se consolida em torno de outras cadeias mais dinâmicas. O Brasil mantém escala para competir; o Acre, para voltar a ganhar protagonismo, precisará competir pela qualidade da sua produção e pela credibilidade de sua origem.

Por: Orlando Sabino.
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