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Focus: mercado passa a projetar inflação de 4,8% em 2026 e corte menor na Selic

Por Isto É. 20/04/2026 09:50 Atualizado em 20/04/2026 09:50
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O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central (BC), mostra que o mercado elevou mais ainda a projeção para a inflação para o final de 2026 e vê também um corte menor na taxa básica de juros (Selic) ao término deste e do próximo ano.

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A previsão para o IPCA – a inflação oficial do país – passou de 4,71% para 4,8% em 2026, bem acima do teto da meta. O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Antes do início da guerra no Oriente Médio, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% neste ano.

A projeção para 2027 foi elevada de 3,91% para 3,99% ao ano, fora do centro da meta.

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Projeções atualizadas do Boletim Focus do Banco Central

Selic

Para a Selic, o mercado passou a projetar juros a 13% ao final do ano, e não mais de 12,5% como vinha precificando até então. Para o fim 2027, a previsão passou de 10,5% para 12%. A Selic está atualmente em 14,75%.

A pesquisa do BC aponta que os economistas seguem esperando um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 28 e 29 de abril, embora tenham passado a ver uma redução de igual magnitude na reunião seguinte, em junho, ante expectativa na semana anterior de um corte de 0,50 ponto percentual.

PIB e dólar

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2026 subiu de 1,85% para 1,86%, e foi mantida em 1,80% para 2027.

Para a cotação do dólar, a expectativa do Focus para o câmbio agora está em R$ 5,30 para o fim de 2026 e em R$ 5,35 ao fim de 2027, ante R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente, da semana anterior.

O dólar encerrou a semana passada com sua menor cotação desde março de 2024, acumulando na semana uma queda de 0,53% e no ano uma baixa de 9,21%.

Os ajustes nas estimativas acontecem em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro, e que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, hidrovia por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo. O conflito abalou os mercados financeiros e gerou temores inflacionários ao redor do mundo.

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