Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Ministro dos Transportes anuncia mais de R$ 800 milhões para a BR-364
  • Publicação- Licença de Operação
  • PRF inicia Operação Semana Santa 2026 nas rodovias do Acre com foco em fiscalização e orientação
  • Minissérie brasileira ‘Emergência Radioativa’ alcança Top 1 mundial na Netflix
  • Luana Piovani reage a vídeo de Pedro Scooby com o filho após polêmica
  • Cisjordânia registra greves contra lei israelense de pena de morte para palestinos
  • Silvio Almeida quebra silêncio e diz que acusações de assédio são ‘irresponsáveis’
  • Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55%
  • Flamengo atinge receita recorde de R$ 2 bilhões e reduz dívida
  • Memphis realiza tratamento no joelho na Espanha; Corinthians aguarda retorno
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
quarta-feira, abril 1
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»internacionais

Lideranças militares em Israel alertam para risco de colapso do Exército após dois anos e meio de guerra

Por Redação Juruá em Tempo.1 de abril de 20266 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Dias antes de o premier israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a expansão de uma “zona-tampão” em território libanês, através de novas operações terrestres, o chefe do Estado-Maior do país, Eyal Zamir, fez um alerta ao governo: o Exército corre hoje o risco de “entrar em colapso sob o próprio peso”, citando a exaustão das tropas após dois anos e meio de combates em múltiplas frentes, o déficit de novos soldados e os questionados benefícios concedidos a uma parcela da sociedade do país.

Se dirigindo aos membros do Gabinete de segurança do governo, na quarta-feira passada, Zamir disse que estava “levantando 10 bandeiras vermelhas antes que as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) entrem em colapso”, citando especificamente a falta de soldados.

— Em breve, as IDF não estarão preparadas para suas missões de rotina e o sistema de reservas não se sustentará — disse Zamir, citado pelo Canal 13.

Segundo o Exército, há um déficit de 15 mil soldados, incluindo 8 mil para ações de combate. No começo de janeiro, semanas antes da guerra contra o Irã, Zamir afirmou a Netanyahu e outras lideranças políticas que a inação deles poderia afetar a prontidão militar e tornar o país menos seguro.

“A realidade da segurança nos últimos dois anos trouxe desafios sem precedentes e impactos significativos nas diversas unidades de pessoal das Forças de Defesa de Israel”, escreveu Zamir em carta a Netanyahu.

Desde outubro de 2023, quando o Hamas realizou o maior ataque da História de Israel e matou quase 1,2 mil pessoas, o Exército israelense se vê em estado constante de guerra. A começar por Gaza, em um conflito destinado a eliminar o grupo palestino e recuperar os 250 reféns capturados na invasão. A ofensiva terrestre se estendeu por todo o território, e mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado as tropas seguem em zonas controladas por Israel. Mais de 70 mil palestinos foram mortos e centenas de milhares ficaram feridos — entre os militares israelenses, foram 472 mortos.

Um menino palestino procura material reciclável em um aterro sanitário tendo como pano de fundo prédios destruídos em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza — Foto: Bashar Taleb / AFP
Um menino palestino procura material reciclável em um aterro sanitário tendo como pano de fundo prédios destruídos em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza — Foto: Bashar Taleb / AFP

Mas a pegada militar foi mais ampla. Israel lançou, em outubro de 2024, uma ofensiva terrestre contra o grupo Hezbollah no Líbano, em conjunto com ataques aéreos que eliminaram lideranças do grupo e destruíram boa parte da infraestrutura civil do país árabe. No final daquele ano, forças israelenses invadiram a Síria após a queda do ditador Bashar al-Assad e estabeleceram uma “zona de segurança”, similar à que Netanyahu quer criar em sua nova ofensiva contra o território libanês, iniciada há cerca de duas semanas e que deixou mais de mil mortos, deslocando um milhão de civis.

Na Cisjordânia ocupada, o governo Netanyahu avançou com leis que ampliam o acesso de terras palestinas aos colonos judeus, e os ataques recorrentes contra a população árabe contam com o aval e o apoio dos militares israelenses. Em janeiro do ano passado, Israel deu início à “Operação Muro de Aço”, que ampliou ataques contra cidades e vilas palestinas, sob pretexto de prender membros de grupos extremistas, como o Hamas. Na reunião, Zamir afirmou que novos comandos militares foram mobilizados para a região para conter o avanço de atos de terrorismo realizados pelos colonos judeus, e disse que deve precisar de mais um batalhão em breve.

Gravação registrou momento em que palestinos foram mortos por soldados israelenses na Cisjordânia — Foto: Palestine TV
Gravação registrou momento em que palestinos foram mortos por soldados israelenses na Cisjordânia — Foto: Palestine TV

A guerra contra o Irã, embora travada à distância, exigiu um reforço em postos da Marinha, Força Aérea, Inteligência e especialistas em operações de busca e resgate. No dia 1º de março, quando começou o conflito, Netanyahu convocou 100 mil reservistas. Segundo a rádio estatal KAN, o premier deve anunciar a convocação de 400 mil reservistas nos próximos dias, citando a expansão no Líbano.

— Esta é a sua política, mas ela exige segurança e um pacote completo de proteção, porque a realidade no terreno mudou completamente, e isso requer mão de obra — afirmou Avi Bluth, chefe do Comando Central, na mesma reunião em que Zamir fez o alerta ao Gabinete de segurança, citado pelo Jerusalem Post.

Há um ponto crucial nas críticas dos generais: a pouca disposição do governo Netanyahu — apoiado por partidos religiosos — para obrigar os judeus ultraortodoxos (haredim) a servirem nas Forças Armadas. Desde a criação do Estado de Israel, eles recebem uma espécie de “passe livre” para não cumprir o serviço militar obrigatório, mas a oposição a essa política ganhou corpo em meio às guerras. De acordo com o ex-premier Naftali Bennett, há hoje 100 mil homens ultraortodoxos aptos a servir.

— Estamos sendo solicitados a cobrir uma gama crescente de missões — disse, na quinta-feira passada, o porta-voz do Exército, Effie Defrin, ao comentar as declarações de Zamir, que cobrou a convocação dos haredim. — O chefe do Estado-Maior é obrigado a expressar sua posição em relação à prontidão das Forças Armadas de Israel, e o que se exige é a aprovação do projeto de lei [sobre a convocação dos ultraortodoxos].

Em junho de 2024, a Suprema Corte de Israel determinou que os ultraortodoxos deveriam ser convocados, e ordens de prisão chegaram a ser emitidas aos que ignoraram o chamado, mas o governo Netanyahu não parece disposto a aprovar uma lei sobre o tema. No começo do mês, o premier anunciou que o projeto em tramitação no Parlamento sobre os haredim sairia de pauta para garantir o apoio dos partidos religiosos na votação do Orçamento, aprovado no domingo. O texto destinou o equivalente a R$ 1,3 bilhão a programas de instituições ultraortodoxas.

“O governo precisa parar com a covardia e suspender imediatamente todos os repasses de verbas para os desertores haredim. Enviem a polícia militar atrás dos desertores e convoquem os haredim sem hesitar”, afirmou o líder da oposição, Yair Lapid, na rede social X, na semana passada. “O aviso foi dado. A responsabilidade é de vocês. Está em suas mãos. Vocês não podem continuar abandonando a segurança de Israel, em tempos de guerra, por questões políticas mesquinhas.”

Sem forças de combate regulares à disposição, os reservistas servem como recurso básico para manter as guerras de Netanyahu. Depois de cumprir o serviço militar obrigatório, praticamente todos os cidadãos aptos passam a fazer parte da reserva, e podem ser mobilizados às pressas. Mas ao contrário das missões de curto prazo, como era de praxe até tempos recentes, desde 2023 os convocados às vezes passam mais de 100 dias no Exército, congelando suas vidas por semanas. A insatisfação é evidente, e o número de reservistas que ignoram os chamados é cada vez maior.

— Temos batalhas para travar em casa — disse ao portal YNet um reservista que não atendeu à convocação em dezembro. —Há caras na equipe que foram demitidos de seus empregos, outros cujas famílias mal conseguem se sustentar, ou que estão prolongando seus estudos há muito tempo. Este é um problema, uma complexidade difícil de descrever.

Por: O Globo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.