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Master: A razão bilionária para Vorcaro ter pressa em fechar uma delação premiada

Por Redação Juruá em Tempo.1 de abril de 20264 Minutos de Leitura
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A previsão de integrantes da defesa de Daniel Vorcaro, preso desde o último dia 4, de fechar em 60 dias o acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), é considerada muito otimista pelos investigadores. Mais do que estimativa, porém, o prazo é fruto da pressa do ex-banqueiro, que tem uma razão bastante objetiva – e bilionária.

De acordo com fontes ligadas ao dono do Banco Master, ele teme que uma parte relevante do dinheiro que distribuiu por fundos mundo afora desapareça antes do fechamento do acordo.

Mesmo depois da liquidação do Master, Vorcaro ainda manteve uma fortuna bilionária espalhada por uma rede complexa de fundos de investimento no Brasil e no exterior e administrados por gestoras fora do conglomerado do banco.

O temor do ex-banqueiro é que, agora que ele e seus principais comparsas estão sem condições de movimentar o dinheiro, os fundos sejam esvaziados aos poucos, por gestores, investidores, credores e outros atores que eventualmente tenham acesso aos recursos.

Segundo fontes familiarizadas com o caso, seriam mais de R$ 10 bilhões. O receio do banqueiro é que os gestores simplesmente sumam com os valores, antes que ele consiga formalizar a colaboração, já que a teia de fundos que ele mesmo organizou foi estabelecida justamente com o intuito de dificultar o rastreamento de recursos e seus reais beneficiários.

Com o acordo de colaboração, Vorcaro indicaria aos investigadores onde está seu patrimônio e o dinheiro seria bloqueado. Seria a forma mais segura de ele usar o dinheiro que desviou para comprar a própria liberdade

A equipe da coluna apurou que a dispersão do dinheiro já preocupava Vorcaro desde a primeira prisão, e a tensão só se agravou com seu isolamento no cárcere nos 15 dias em que ficou detido antes da transferência para a Superintendência da PF em Brasília, depois da segunda prisão.

A ida para a carceragem da PF, aliás, foi o pontapé inicial para as negociações. Antes, Vorcaro passou por quatro unidades diferentes, incluindo a Penitenciária Federal de Brasília, uma prisão de segurança máxima.

Devolução é chave para o acordo

Investigadores e advogados concordam que, para a delação avançar, Vorcaro terá que demonstrar que não está escondendo dinheiro e que está disposto a devolver aos cofres públicos uma quantia considerada substancial em troca de benefícios como a redução da pena.

Só que, caso esse dinheiro se dissipe antes da assinatura da colaboração, Vorcaro corre o risco de perder um dos poucos ativos políticos e jurídicos que ainda lhe restam. Estrutura central dos esquemas do Master, a gestora Reag foi liquidada pelo Banco Central (BC) em janeiro passado, por exemplo.

Esse cálculo ganhou um peso ainda maior na estratégia de defesa do executivo em função do perfil do relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

A tese de doutorado do magistrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, trata justamente sobre a recuperação de ativos com origem em escândalos de corrupção. A avaliação entre interlocutores do banqueiro é a de que dificilmente um acordo de delação avançará sem uma devolução expressiva.

Só a fraude nas carteiras de crédito podres vendidas para o BRB na tentativa de compra do Master pelo banco de Brasília é avaliada em R$ 12,2 bilhões. Há ainda quantias bilionárias recebidas de fundos de pensão estaduais e municipais que estão sob investigação da PF, dentre outras frentes de apuração em torno das fraudes que podem revelar valores ainda não conhecidos.

A situação tem outro agravante: o fato do próprio Master ter sido liquidado pelo BC em novembro passado. Os recursos em posse da instituição estão sob o poder do liquidante indicado pelo Banco Central, Eduardo Bianchini, responsável por vender os ativos do banco e organizar o quadro de credores.

Bianchini, aliás, calcula que pelo menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de investimentos ligados a Vorcaro já teriam sido desviados antes da liquidação da instituição.

Esse é um dos motivos pelos quais Vorcaro corre contra o relógio. Quanto mais se prolongarem as tratativas com a PF e a PGR, maior o risco de dilapidação do patrimônio que poderia lastrear um acordo.

A pressa não passou despercebida em Brasília, onde integrantes dos Três Poderes acompanham sob apreensão os possíveis desdobramentos de uma delação do CEO do Master.

A devolução de bilhões de reais obtidos irregularmente pelo banco tende a exigir detalhamento da origem e do destino dos recursos, o que acabará arrastando autoridades para o centro das investigações com o potencial de deflagrar novas crises institucionais e atingir o núcleo duro do sistema político.

Por: Malu Gaspar, dO Globo.
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