A maquiadora Vanessa Holanda registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, no Acre, no mês de março com queimaduras graves no seio após um procedimento estético realizado por uma profissional da região. O caso veio a público após a vítima relatar o ocorrido em vídeos publicados em seu perfil do Instagram.
Segundo Vanessa, ela buscou o tratamento com jato de plasma para tratar flacidez mamária após duas gestações. A profissional prometeu resultado em cinco dias, com aparência superficial e sem lesões. O desfecho foi diferente, a pele ficou queimada, com marcas extensas e em processo de cicatrização prolongado. “Eu não saí de casa para ser lesionada, para ser queimada”, afirmou a vítima. Ela relatou que ficou por uma hora e meia prestando depoimento com provas na delegacia do município.





Vanessa afirmou que optou pelo processo criminal, e não pelo acordo extrajudicial que lhe foi oferecido na delegacia. “Se eu tivesse entrado em um acordo, pegado meu dinheiro, ela seguia fazendo isso com outras mulheres. E era como se eu abrisse mão da responsabilidade dela”, disse. Ela também passou por análise médica em razão das lesões e afirmou reunir provas em foto, áudio e prints de outras vítimas.
Ao ser questionada sobre valores, ela revelou que pagou R$ 5 mil por dois procedimentos realizados pela profissional, sendo R$ 3,6 mil pelo tratamento no seio e R$ 1,4 mil pelo clareamento íntimo, com desconto aplicado por pagamento à vista. Ela comparou o valor cobrado com a média de mercado. “A média entre profissionais é de 800 a 1.600 os dois seios.” Depois do procedimento, ao perceber as lesões, ela foi cobrada de mais R$ 1,2 mil pelos produtos utilizados. “Só paguei e saí de lá em choque”, descreveu.
Nas conversas exibidas nos stories, Vanessa também apontou que a profissional utilizava imagens de resultados de outras profissionais como se fossem de seu próprio trabalho para atrair clientes. “Ela divulga o trabalho de outra profissional como se fosse dela”, escreveu. A acusada não teria prontuário nem termo de consentimento assinado pela cliente. “Uma pessoa que trabalha na área estética, não tem um espelho… vocês acham que ela vai estar preparada com papelada de prontuário?”, questionou Vanessa.
A vítima declarou autorizar o uso de seus vídeos e relatos por outros profissionais e veículos de comunicação. “Quanto mais mulheres forem informadas, forem alertadas sobre o que aconteceu comigo, melhor para todo mundo”, afirmou.

