Na Alemanha, Lula diz que o multilateralismo está sendo destruído
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o multilateralismo e criticou a tentativa de imposição do unilateralismo durante sua participação na inauguração do estande brasileiro na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, nesta segunda-feira, 20. Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Lula afirmou que o mundo vive um momento “conflagrado” e que a harmonia estabelecida após a Segunda Guerra Mundial está sendo desfeita.
O que aconteceu
- Lula defendeu o multilateralismo em Hannover, alertando sobre a destruição da harmonia global e a ascensão do unilateralismo.
- O presidente destacou o fortalecimento das relações Brasil-Alemanha, projetando uma parceria “invejada” e mais produtiva.
- Ele também abordou a transição energética brasileira, citando a mistura de biocombustíveis, e a importância dos processos migratórios.
Lula fez um apelo contundente para “todos aqueles que defendem o multilateralismo, para todos aqueles que não querem guerra, para todos aqueles que querem paz, para todos aqueles que querem construir e não destruir, para todos aqueles que querem defender a vida e não defender a morte, para todos aqueles que pensam no futuro da humanidade humana”. O presidente ressaltou a expressão “humanidade humana” para diferenciá-la de uma “humanidade que está virando algoritmo”, sem citar os Estados Unidos ou o ex-presidente Donald Trump.
Como se fortalece a relação bilateral?
Sobre a Alemanha, Lula expressou otimismo, afirmando que a relação do Brasil com a potência europeia “nunca mais será a mesma” após a feira. Ele previu que o resto do mundo terá “inveja” da parceria entre os dois países.
“Temos muito interesse em fazer com que a nossa aliança com a Europa e, sobretudo, com a Alemanha, seja uma aliança cada vez mais produtiva, cada vez mais eficaz e cada vez mais capaz de proporcionar ao povo alemão e ao povo brasileiro perspectiva de um futuro mais promissor”, afirmou o presidente.
Os avanços do Brasil na transição energética
Lula também abordou o tema da transição energética, destacando a matriz de combustíveis do Brasil. Ele citou a mistura de biocombustíveis com fósseis, mencionando que o país utiliza “30% de etanol misturado à nossa gasolina e 15% de biodiesel misturado no nosso diesel”.
Migrações: o Brasil como refúgio
Por fim, o presidente exaltou a importância dos processos migratórios. Ele declarou que todos aqueles que defendem a democracia e o multilateralismo são bem-vindos no Brasil, descrevendo o país como “criado por imigrantes”.
* Com informações do Estadão Conteúdo