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No Acre, 20 pessoas morrem por síndrome respiratória em 2026; maioria dos óbitos é de crianças pequenas

O Acre registrou 20 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Apesar de o número ser menor que o observado no mesmo período de anos anteriores, 60 óbitos em 2024 e 59 em 2025, o boletim divulgado nesta sexta-feira, 24, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) aponta um dado que chama atenção: a mudança no perfil das vítimas.

Pela primeira vez nos últimos anos, os óbitos deixaram de se concentrar majoritariamente em idosos e passaram a atingir principalmente crianças menores de 2 anos, que somam 9 das 20 mortes registradas em 2026.

Outras faixas etárias também aparecem nos registros:

Nos anos anteriores, o maior número de mortes estava concentrado na população idosa, o que reforça a mudança no comportamento da doença em 2026.

A distribuição geográfica dos casos também chama atenção. O município de Feijó registra 9 mortes, quase metade do total no estado até o momento.

Entre esses casos, 6 ocorreram em população indígena, indicando impacto mais intenso em comunidades consideradas vulneráveis.

Mudança acende alerta

De acordo com a análise do boletim, o deslocamento dos óbitos para crianças pequenas pode estar relacionado a fatores como:

Além disso, a concentração de mortes em regiões específicas pode indicar dificuldades de acesso ao atendimento em tempo oportuno.

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