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Trabalho escravo: fazendas em dois municípios acreanos entram na ‘lista suja’ do MTE

Por Redação Juruá em Tempo.8 de abril de 20262 Minutos de Leitura
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O Acre voltou a aparecer em um levantamento nacional que monitora casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Duas propriedades rurais do estado foram incluídas na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atualizada nesta segunda-feira (6).

As fazendas identificadas ficam em áreas rurais próximas à capital acreana. Uma delas está localizada no km 56 da estrada Transacreana, em Rio Branco. A outra propriedade fica no km 10 do município de Bujari. A inclusão ocorre após ações de fiscalização que identificaram condições irregulares de trabalho.

A chamada lista suja é um cadastro público que reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a situações consideradas semelhantes à escravidão, como jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de liberdade. Criado em 2023, o documento é divulgado duas vezes por ano e tem o objetivo de dar transparência às operações de combate a esse tipo de crime. A medida foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, como instrumento alinhado à Lei de Acesso à Informação.

Dados nacionais

Na atualização mais recente, o governo federal acrescentou 169 novos nomes ao cadastro, elevando o total para cerca de 613 empregadores em todo o país. Entre eles, estão pessoas físicas e empresas responsabilizadas após processos administrativos concluídos.

Os dados também mostram que o problema ainda preocupa autoridades trabalhistas. Somente em 2025, 19 trabalhadores foram resgatados no Acre em condições análogas à escravidão, número que colocou o estado na liderança da região Norte, superando o Pará, que registrou 17 resgates no mesmo período.

Em nível nacional, mais de 2,7 mil pessoas foram retiradas desse tipo de situação no ano passado. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás concentraram a maior quantidade de fiscalizações realizadas pelas equipes do Ministério do Trabalho.

Por: Contilnet.
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