O Acre aparece entre os estados com pior qualidade de vida do país no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). Com 58,03 pontos, o estado ocupa a 25ª colocação nacional, ficando à frente apenas do Maranhão (57,59) e do Pará (55,80), e abaixo da média brasileira, que foi de 63,40 pontos.
O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
Mesmo com o baixo desempenho estadual, Rio Branco apresentou resultado melhor que a média acreana e somou 63,44 pontos, aparecendo na 22ª posição entre as 27 capitais brasileiras. Apesar de superar o índice do estado, a capital acreana segue distante das cidades mais bem avaliadas do país.
No ranking das capitais, Curitiba lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). Belo Horizonte aparece na quinta colocação, com 69,66 pontos, consolidando-se entre as capitais com melhor qualidade de vida do Brasil.
Entre as capitais da Região Norte, Rio Branco aparece à frente apenas de Belém, Macapá e Porto Velho, evidenciando as dificuldades estruturais enfrentadas pela região em áreas como inclusão social, acesso a serviços públicos e desenvolvimento urbano.
O estudo também expõe a desigualdade interna no Acre. O município de Santa Rosa do Purus está entre os 20 piores do país, com 46,70 pontos, figurando entre os menores índices nacionais de progresso social.
No cenário nacional, o Distrito Federal lidera entre os estados, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96) e Santa Catarina (65,58). Já o Acre aparece como o terceiro pior estado do Brasil, um retrato dos desafios da região norte.

