Acre registra mais de 200 casos de importunação sexual contra crianças e adolescentes entre 2024 e 2026
O Acre registrou 205 casos de importunação sexual contra crianças e adolescentes entre 2024 e o primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Polícia Civil. Os dados mostram crescimento entre 2024 e 2025 e continuidade das ocorrências neste ano, ainda que em ritmo menor.
De acordo com o relatório, foram 92 casos em 2024, 100 em 2025 e 13 entre janeiro e março de 2026. Mantida a média do primeiro trimestre, a projeção é que o estado encerre o ano com cerca de 52 casos, abaixo dos anos anteriores, mas ainda com incidência relevante.
A análise mensal aponta oscilações ao longo do período. Em janeiro, foram registrados 6 casos em 2024, 5 em 2025 e 1 em 2026. Em fevereiro, houve aumento de 5 casos em 2024 para 10 em 2025, com 4 registros em 2026. Já em março, os números variaram de 10 em 2024 para 4 em 2025 e 8 neste ano.
Distribuição por municípios
Rio Branco concentra a maior parte das ocorrências, com 52 casos em 2024, 65 em 2025 e 8 no primeiro trimestre de 2026. Cruzeiro do Sul aparece na sequência, com 12, 13 e 1 caso, respectivamente.
Em alguns municípios, não houve registros em 2026 até março, como Acrelândia, Assis Brasil e Brasiléia.
Perfil das vítimas
A maioria das vítimas é adolescente. Em 2024, foram 76 vítimas entre 12 e 17 anos e 16 de 0 a 11 anos. Em 2025, os números passaram para 84 adolescentes e 16 crianças. Já em 2026, até março, são 11 adolescentes e 2 crianças.
Em relação à identificação racial, a maior parte das vítimas é classificada como parda, com 32 casos em 2024, 43 em 2025 e 9 em 2026. Também há registros entre pessoas brancas (12, 10 e 0) e pretas (2, 2 e 0). Um número expressivo de ocorrências não possui essa informação, com 46 casos em 2024, 45 em 2025 e 4 em 2026.
A importunação sexual é caracterizada pela prática de ato libidinoso sem consentimento da vítima, sem o uso de violência ou grave ameaça, como toques ou abordagens de cunho sexual. O crime está previsto no Código Penal e atinge principalmente mulheres, crianças e adolescentes.
Os dados foram extraídos do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e consideram boletins de ocorrência registrados entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de março de 2026. O levantamento foi elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre.