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Acre segue em alerta para aumento de casos de síndrome respiratória grave, aponta Fiocruz

Por A Gazeta do Acre 10/05/2026 08:38 Atualizado em 10/05/2026 08:38
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O Acre está entre os estados brasileiros em nível de alerta para crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esta semana.

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O levantamento aponta que o estado apresenta incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de aumento nas últimas semanas.

A capital Rio Branco também aparece entre as 18 capitais do país com sinal de crescimento de longo prazo para os casos da síndrome respiratória.

De acordo com a Fiocruz, o avanço dos casos está relacionado principalmente ao período sazonal de maior circulação da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR), que costuma atingir pico em meados de maio.

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No Acre, os registros de SRAG associados à influenza A continuam aumentando, segundo a análise do boletim.

Por outro lado, a Fiocruz observa que os casos ligados ao vírus sincicial respiratório, que afeta principalmente crianças menores de dois anos, já apresentam indícios de queda no estado.

O estudo também destaca que o crescimento das internações por SRAG ocorre principalmente entre crianças pequenas em grande parte do país.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforçou a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.

“Mesmo com sinais de desaceleração em alguns estados, a influenza A permanece em níveis elevados em diversas regiões, o que reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e óbitos”, afirmou.

Influenza A lidera casos graves e mortes

Segundo o boletim, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A respondeu por 28,9% dos casos positivos de SRAG no país.

O vírus sincicial respiratório aparece em seguida, com 38% dos registros positivos, enquanto o rinovírus representa 26,8% dos casos.

Entre os óbitos relacionados à síndrome respiratória, a influenza A também lidera, sendo identificada em 49,2% das mortes com resultado laboratorial positivo.

O levantamento da Fiocruz considera dados da Semana Epidemiológica 17, correspondente ao período de 26 de abril a 2 de maio.

Em todo o Brasil, já foram notificados 51.794 casos de SRAG em 2026. Desse total, 23.213 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

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