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Bittar defende negociação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro: “patrocínio para contar a história do pai”

Por Maria Meirelles. 14/05/2026 11:05 Atualizado em 14/05/2026 11:05
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O senador Márcio Bittar (PL-Acre) utilizou suas redes sociais, nesta quarta-feira, 14, para se posicionar publicamente em defesa do colega de bancada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre as negociações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para o financiamento privado de um filme focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em vídeo publicado em seus perfis oficiais, Bittar rechaçou as críticas em torno das tratativas e argumentou que a iniciativa não apresenta qualquer irregularidade legal ou ética. “Amigos, o Brasil de fato está de cabeça para baixo”, disse ao criticar os movimentos de esquerda e mencionando outros escândalos políticos como Mensalão, Petrolão e casos envolvendo fundos de pensão.

“Se você faz parte de um grupo que saqueou as estatais, se você faz parte de um grupo que patrocinou o mensalão, se você faz parte de um grupo que ajudou a saquear os aposentados do INSS, não tem problema. Se for da esquerda do PT, você poderá ser descondenado e virar presidente do Brasil mais uma vez. Agora, se você for filho do presidente Bolsonaro, e for atrás de patrocínio para fazer um filme contando a história do seu pai, aí você será condenado”, ironiza.

O parlamentar acreano centralizou sua argumentação no fato de o projeto audiovisual ser custeado integralmente por entes privados, sem a utilização de mecanismos de incentivo fiscal ou verbas do orçamento público.

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“Não há nada de ilícito no filho do ex-presidente Bolsonaro ir atrás de patrocínio para contar para o Brasil e para o mundo a verdadeira história”, declarou o senador.

Bittar também destacou o aspecto cronológico dos contatos com o empresário, ressaltando que as conversas ocorreram a partir do final de 2024, período em que Jair Bolsonaro já não ocupava a Presidência da República. Segundo a tese defendida pelo senador, o cenário afasta hipóteses de conflito de interesses ou de uso da máquina pública para benefício pessoal.

O caso

A polêmica teve início após a divulgação de bastidores da captação de recursos para a produção biográfica de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro confirmou ter liderado a busca por investidores e patrocinadores privados para a finalização da obra, assegurando que todo o processo seguiu os trâmites estritamente legais de mercado.

Até o momento, o Banco Master e a defesa dos envolvidos reiteram que contatos institucionais e avaliações de investimentos da instituição financeira são pautados por critérios estritamente técnicos e privados.

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