Início / Versão completa
Acre

Brasil registra queda de 75% nos casos de dengue, mas Acre permanece em zona de alerta alta

Por Maria Meirelles. 02/05/2026 08:14 Atualizado em 02/05/2026 08:14
Publicidade

Enquanto o Brasil celebra uma redução significativa de 75% no número de casos de dengue em 2026, em comparação ao mesmo período de 2025, a realidade regional exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população acreana.

Publicidade

De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil já acumula 275 mil casos prováveis e 90 óbitos confirmados este ano, com outros 226 em investigação. No entanto, o “Mapa da Dengue” revela que o país vive realidades distintas: enquanto estados como Amazonas e Rondônia apresentam baixa incidência, o Acre aparece em vermelho, classificado na zona de alta incidência, com registros que variam entre 100 a 200 casos por 100 mil habitantes.

Brasil registra queda de 75% nos casos de dengue, mas Acre permanece em zona de alerta alta
Brasil registra queda de 75% nos casos de dengue, mas Acre permanece em zona de alerta alta
A situação do Acre, embora preocupante, ainda está distante do cenário de emergência vivido por Goiás e Tocantins. Estes dois estados registram mais de 800 casos por 100 mil habitantes, ou seja, quase três vezes acima do nível considerado epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 300 casos por 100 mil habitantes. Goiás lidera o ranking nacional com uma incidência de 861,7, seguido de perto por Tocantins com 808,4.

Jovens e mulheres são os mais afetados

Publicidade

Os dados detalhados pelo Ministério da Saúde revelam um perfil específico de quem mais adoece em 2026. A maior incidência está concentrada na população jovem, especificamente na faixa etária dos 20 aos 29 anos, que lidera com 60,6 mil casos. Em seguida, aparecem as pessoas entre 30 e 39 anos (44,4 mil casos).

O recorte por gênero mostra que as mulheres representam a maioria das notificações, com 54% dos casos, contra 46% do público masculino. Quanto à raça/cor, a maioria dos pacientes se identifica como parda (54,5%), seguida por branca (31,0%) e preta (5,1%).

Letalidade e prevenção

Um dado que acende o alerta para a importância do diagnóstico precoce é a letalidade em casos graves, que chega a 2,12%. Em casos prováveis, o índice cai drasticamente para 0,03%, o que reforça que a busca por atendimento médico aos primeiros sintomas é crucial para evitar complicações.

Para o Acre, o desafio permanece sendo a eliminação de criadouros domésticos, especialmente em um período onde a alternância de chuvas e calor favorece a reprodução do mosquito. A recomendação das autoridades locais continua a mesma: tampar caixas d’água, descartar lixo corretamente e fiscalizar quintais semanalmente.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.